Governo aperta o cinto do mercado de bets com 5 milhões de bloqueados, operações policiais e dados abertos
Bloqueios englobam inscritos no Bolsa Família, BPC, participantes do Desenrola e pessoas que pediram autoexclusão de sites de apostas

O cerco do governo federal ao mercado de apostas online atingiu um novo patamar e já impede que mais de 5 milhões de brasileiros gastem dinheiro em sites de bets. A medida busca proteger famílias vulneráveis do superendividamento e combater o vício em jogos, combinando travas automáticas no sistema, ações de fiscalização e operações policiais contra fraudes no setor.
A estratégia faz parte da nova regulamentação coordenada pelo Ministério da Fazenda para impor transparência e limites operacionais às plataformas que atuam no Brasil.
Quem está impedido de apostar nas bets
O número de pessoas bloqueadas do sistema de apostas é composto por três grupos principais:
- Programas sociais (3 milhões de pessoas): Inscritos no Bolsa Família e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
- Voluntários (1,2 milhão de pessoas): Usuários que solicitaram voluntariamente a autoexclusão por meio do sistema nacional de bloqueio.
- Endividados do Desenrola (800 mil pessoas): Cidadãos que renegociaram dívidas na nova fase do programa ficam proibidos de apostar por um período de seis meses.
Operações policiais e transparência sobre as empresas
Além das restrições aos apostadores, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) deflagrou duas operações em parceria com autoridades policiais contra crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, atingindo tanto uma plataforma ilegal quanto uma empresa autorizada que teve o funcionamento suspenso.
Para aumentar o controle público, o Ministério da Fazenda também começou a publicar mais de 2 mil páginas de pareceres técnicos que aprovaram a operação de 80 das 85 empresas de apostas habilitadas no país, detalhando a origem dos recursos, a idoneidade dos donos e as regras para prevenir crimes financeiros.
*Sob supervisão de Gene Lannes


