Mercado de trabalho aquecido: desemprego cai no país e 11 estados registram índices abaixo da média nacional
Levantamento do IBGE mostra avanço na recuperação de vagas no segundo trimestre, com redução da taxa em 13 estados e estabilidade no restante do país

A busca por uma vaga no mercado de trabalho ficou mais favorável para milhões de brasileiros na metade deste ano impulsionada por contratações formais e informais, a taxa média de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026 ,uma retração consistente frente aos 6,1% registrados nos primeiros três meses do ano.
O cenário positivo é liderado por 11 estados que registraram índices ainda menores do que a média do país, sendo que em cinco deles o indicador despencou para menos de 3%, apontando para um cenário próximo do pleno emprego regional.
Estados com Desemprego Abaixo da Média Nacional
Taxa de desocupação nos estados que registraram índice menor que a média do Brasil (5,4%)
Os números do mercado de trabalho por estado
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14/8), mostram a evolução regional das contratações:
- Média do país: 5,4% de desocupação (queda de 0,7 ponto percentual em relação ao 1º trimestre).
- Desempenho estadual: O desemprego recuou em 13 unidades da federação e permaneceu estável nas outras 14.
- Destaques: 11 estados ficaram abaixo da média nacional, em 5 deles, a taxa de desocupados não chega a 3%.
Desigualdades de gênero e raca persistem
Apesar da melhora geral nos índices de ocupação, o levantamento expõe que o acesso às oportunidades de trabalho continua desigual no país:
- Por gênero: A taxa de desemprego entre os homens ficou em 4,6% (abaixo da média nacional), enquanto a das mulheres se manteve pressionada em 6,4%.
- Por cor ou raça: A desocupação entre pessoas brancas ficou em 4,2%. Já entre a população negra (soma de pretos e pardos pelo Estatuto da Igualdade Racial), o indicador permaneceu elevado: 6,9% para pessoas pretas e 6,1% para pardas.
Como o IBGE calcula os dados
A Pnad Contínua acompanha pessoas a partir de 14 anos em todas as modalidades de ocupação (com ou sem carteira assinada, autônomos e temporários). Para o cálculo, o instituto considera desempregado apenas quem buscou uma vaga ativamente nos 30 dias anteriores à entrevista, processo que visita 211 mil domicílios em todo o Brasil.
*Sob supervisão de Gene Lannes


