Mundial Sub-20 na Polônia vira teste de fogo para Infantino em meio a ameaças de queda e racha global
Tentativa frustrada de privatizar ativos das Copas gera levante liderado pela Uefa e deixa o Brasil atento aos impactos na Copa do Mundo Feminina de 2027

O futebol mundial enfrenta uma tempestade política nos bastidores que pode culminar na queda do comando da Fifa e impactar diretamente os preparativos para os grandes eventos dos próximos anos, incluindo a Copa do Mundo Feminina no Brasil. A polêmica tentativa de vender ativos comerciais da entidade gerou uma fratura sem precedentes entre as confederações continentais.
Apesar da desistência do projeto bilionário, a pressão para derrubar o presidente Gianni Infantino ganhou força, transformando as próximas competições internacionais em um termômetro para medir o tamanho do boicote e o isolamento político do dirigente.
O pivô da crise bilionária
A proposta se tratava da criação de uma subsidiária privada para controlar as operações comerciais das Copas do Mundo e arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões). A empreitada gerou forte rejeição de confederações contra a perda do controle dos torneios.
Pressionado, Infantino cancelou o plano apenas três dias após o anúncio, mas o estrago político permaneceu.
O racha global e riscos de reunião de emergência
A Uefa (Europa), Concacaf (América do Norte) e AFC (Ásia) lideram as pressões e mantêm postura rígida contra Infantino. Já a Conmebol (América do Sul, capitaneada por Alejandro Domínguez), CAF (África) e países como Catar e Arábia Saudita sustentam o mandatário.
Bastam 19 dos 37 votos do Conselho da Fifa para convocar uma reunião de emergência com foco na destituição de Infantino, cujo mandato vai até março.
Próximos passos e impacto no Brasil
O Mundial Feminino Sub-20 (5 a 27 de setembro) será a primeira prova de fogo para avaliar os efeitos do boicote europeu. Sede da Copa do Mundo Feminina de 2027, o Brasil monitora o cenário para evitar prejuízos na organização do torneio.
A Fifa divulga o calendário oficial de ações do futebol feminino nesta quinta-feira (20/8), sob forte clima de tensão.
*Sob supervisão de Gene Lannes


