Mauro defende investigação durante eleição e cobra punição para uso político
Na avaliação de Mauro, o calendário eleitoral não deve impedir o trabalho das autoridades.

A Operação Heritage, deflagrada em 6 de agosto e que teve o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, como alvo, reacendeu o debate sobre a realização de operações policiais envolvendo políticos às vésperas das eleições.
Após ser alvo da investigação, Mauro afirmou que não considera adequada a proibição de operações durante o período eleitoral. Para ele, o caminho deve ser outro: eventuais abusos ou tentativas de interferência política precisam ser rigorosamente punidos.
“Ao invés de proibir, tem que punir duramente se alguém fizer esse tipo de uso indevido, uso político, fazer denúncia sem lastro probatório simplesmente para criar embaraços no processo político”, declarou.
A proposta de suspender operações policiais contra políticos durante o período eleitoral havia sido cogitada pelo deputado federal José Medeiros (PL), que também disputa uma vaga ao Senado.
Na avaliação de Mauro, o calendário eleitoral não deve impedir o trabalho das autoridades. Segundo ele, investigações precisam poder ocorrer a qualquer momento, desde que não sejam utilizadas com finalidade política.
“Vivemos num país livre e democrático e você tem que ter o direito de se expressar, mas não pode tirar o direito da polícia investigar em qualquer momento que seja”, afirmou.
Operação Heritage
A manifestação ocorre no contexto da Operação Heritage, que investiga supostas fraudes relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.
O processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino.
Mauro nega as acusações e afirma ser vítima de uma armação política articulada por adversários. O ex-governador também questiona a decisão que autorizou as medidas judiciais e sustenta que o conteúdo teria características semelhantes a uma denúncia apresentada anteriormente pelo ex-governador Pedro Taques, também candidato ao Senado.
Apesar de ser alvo de uma operação às vésperas do processo eleitoral, Mauro mantém a posição de que investigações não devem ser interrompidas por causa das eleições. Na avaliação dele, a resposta para eventuais desvios deve ocorrer por meio da punição de quem utilizar a estrutura policial de maneira indevida, e não pela paralisação das investigações.


