Infantino recua em projeto de R$ 102 bilhões por federação
Encontro de alto escalão tenta conter insatisfação das confederações após tentativa fracassada de comercializar fatias da Copa do Mundo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tenta conter um dos momentos mais críticos de sua gestão em um encontro a portas fechadas. O dirigente convocou uma reunião de emergência no Marrocos com a alta cúpula da entidade para estancar a crise política deflagrada por sua proposta de privatizar parte dos direitos comerciais das principais competições do futebol mundial.
A tentativa de recuo não foi suficiente para acalmar os bastidores. Mesmo após cancelar o projeto, Infantino passou a enfrentar uma forte articulação liderada pela UEFA para tirá-lo do comando da entidade máxima do esporte.
A reunião ocorre em um clima de incerteza absoluta sobre o futuro político da FIFA, dividida entre uma possível renúncia do mandatário ou uma cartada final de contra-ataque.
Entenda os bastidores da crise no comando da FIFA
A reunião ocorre no Marrocos com o alto escalão da entidade e foi descrita pelo jornalista Kaveh Solhekol, da Sky Sports, como “muito tensa”.
O projeto previa a criação da subsidiária Fifa Forward Enterprise (FFE). A promessa era repassar US$ 20 milhões (cerca de R$ 102 milhões) a cada federação no ciclo 2027-30, mais que o dobro dos US$ 8 milhões atuais.
A proposta de “privatizar” torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes gerou forte rejeição global, com a UEFA ameaçando boicote irrestrito às competições. Diversas federações retiraram publicamente o apoio à reeleição de Infantino, abrindo caminho para que a oposição tente forçar sua renúncia do cargo.
*Sob supervisão de Gene Lannes


