Protagonismo feminino

Mulheres rurais fortalecem agricultura familiar em Várzea Grande

Produtoras investem no cultivo de alimentos, na criação de animais e na fabricação de derivados do leite para garantir renda às famílias

Por Matheus Marques 23/10/2026 às 17:00 3 min de leitura

Mulheres que vivem e trabalham no campo têm papel importante na produção de alimentos e no fortalecimento da economia rural de Várzea Grande. Em referência ao Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado em outubro, a Prefeitura destaca histórias de produtoras que enfrentam dificuldades, administram os próprios negócios e contribuem para o sustento de suas famílias.

Por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), o município acompanha a atuação dessas trabalhadoras, que movimentam a agricultura familiar e ampliam a participação feminina na produção e na comercialização de alimentos.

Moradora de um sítio há mais de 15 anos, Luciane Chiulo intensificou a produção para venda há cerca de seis anos. Atualmente, cultiva aproximadamente mil pés de banana-da-terra, além de mandioca, e também cria frangos caipiras. Entre os principais desafios, ela aponta a seca, mas afirma que o trabalho no campo representa uma realização pessoal.

“Trabalhar na terra representa a minha maior paixão. É muito gratificante ver o resultado do nosso esforço e, principalmente, ver as mulheres conquistando seu espaço, produzindo, vendendo e garantindo o próprio sustento”, afirma Luciane.

Na região do Sadia 3, Maria Aparecida, de 60 anos, trabalha com hortaliças e pecuária leiteira. Criada no sítio, ela retornou ao campo em 2002 e encontrou na produção de alimentos e derivados do leite uma fonte de renda para a família. A falta de transporte e de mão de obra está entre as dificuldades enfrentadas na atividade.

“O que traz sustento para a nossa família no campo é a horta e, principalmente, o leite e seus derivados, que garantem uma boa renda para nós”, relata Maria.

Mulheres na comercialização

A presença feminina também é expressiva na venda dos produtos rurais. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, aproximadamente 95% das pessoas responsáveis pelas bancas da Feira da Família são mulheres.

“Elas ficam à frente dos seus negócios, buscam fomento, procuram soluções para a logística e entregam sua produção. A Prefeitura oferece suporte para fortalecer essa cadeia produtiva, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores para transportar e comercializar seus produtos”, destaca o secretário.

Outra representante desse trabalho é Ana Lúcia Morais de Souza, da comunidade São Miguel, na região do Sadia 3. Há dez anos, ela produz artesanalmente queijos, manteiga, requeijão e doces. Em 2025, conquistou medalha de ouro em um concurso estadual com sua manteiga de garrafa.

Para diversificar a produção e ampliar a renda, Ana Lúcia também começou a cultivar maracujá. Ela destaca a importância das feiras e dos concursos para divulgar os produtos e conquistar oportunidades comerciais.

“Essas feiras e concursos fazem toda a diferença na nossa trajetória. Ajudam a trazer novos clientes, manter os antigos e abrir oportunidades para buscar investimentos”, afirma.

As histórias das produtoras evidenciam a contribuição das mulheres para a agricultura familiar em Várzea Grande, tanto no cultivo e na criação de animais quanto na fabricação e na venda de alimentos. O trabalho também reforça a geração de renda e a manutenção das atividades econômicas nas comunidades rurais.

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