Anvisa barra produtos de limpeza clandestinos e manda recolher marca do mercado, entenda
Decisão veta fabricação, comercialização e propaganda de itens da Cedro Química e da Araújo Produtos de Limpeza por falta de garantia sanitária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (23/10), a proibição total de produtos de limpeza clandestinos vendidos no país, afetando itens das marcas Cedro Química e Araújo Produtos de Limpeza.
A medida veta imediatamente a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e utilização das linhas afetadas, além de mandar recolher o percarbonato de sódio fabricado pela Cedro Química.
Empresa sem licença e falta de registro sanitário
As punições foram aplicadas devido a sérias irregularidades operacionais. No caso da Araújo Produtos de Limpeza, os saneantes eram comercializados sem notificação ou registro na Anvisa, fabricados por uma empresa que nem sequer possui Autorização de Funcionamento (AFE).
O órgão regulador alerta que utilizar químicos sem procedência traz sérios riscos à saúde da família, podendo causar:
- Queimaduras na pele e nos olhos
- Problemas e complicações respiratórias
- Irritações, lesões na pele e graves intoxicações
Entenda como a Anvisa classifica o risco dos produtos
Para ajudar o consumidor a identificar a segurança do que compra, a Anvisa divide os produtos de limpeza em duas categorias de risco:
- Risco 1 (Menor complexidade): Produtos comuns como sabões, detergentes simples, amaciantes, lava-louças, ceras, odorizantes, desengraxantes e limpadores gerais. Esses itens dispensam registro formal, exigindo apenas uma notificação prévia à agência.
- Risco 2 (Maior toxicidade ou ação específica): Exigem registro obrigatório na Anvisa. Incluem água sanitária, alvejantes, esterilizantes, desinfetantes (hospitalares, para piscinas, água ou indústria), detergentes corrosivos e enzimáticos, além de inseticidas, repelentes, raticidas, fungicidas e produtos para jardinagem amadora.


