Focos do mosquito recuam na Capital, mas bairros das Regiões Norte e Sul exigem atenção redobrada
Apesar da melhora nos índices gerais do município, um quarto dos setores da capital ainda registra alto risco de infestação e exige cuidados nos quintais

A batalha contra o Aedes aegypti em Cuiabá teve um avanço importante, mas a guarda não pode ser baixada. O novo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostra que a capital saiu do patamar de “Alto Risco” e agora está em “Médio Risco” de infestação. No entanto, o alerta vermelho continua aceso para os moradores de ao menos sete regiões da cidade, que acumulam índices críticos de proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Ao todo, os agentes de saúde já vistoriaram mais de 673 mil imóveis na capital este ano para eliminar focos e conter surtos das doenças.
Onde estão as áreas mais críticas de Cuiabá
O 2º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) analisou quase 11 mil imóveis e apontou as regiões que demandam maior cuidado da população:
- Região Norte (Estrato 26 – Maior índice da cidade): Registrou 7,0% de infestação. Abrange bairros como Nova Canaã, Três Barras, Colina Verde, Jardim Umuarama, Altos da Glória, 1º de Março e Residencial Paraná.
- Região Sul (Estrato 2 – Segundo maior índice): Bateu 6,4%. Inclui Osmar Cabral, São Francisco, Jardim Passaredo, Lagoa Azul, Primor das Torres e Parque Mariana.
- Região Leste (Estrato 10): Ficou em 5,9%. Envolve bairros como Dom Aquino, Poção, Bandeirantes, Jardim Paulista e Lixeira.
- Zonas de Baixo Risco: Apenas duas áreas da capital tiveram índice seguro (abaixo de 1%): os distritos da Guia e do Sucuri.
Onde o mosquito está se multiplicando nos imóveis
A vistoria identificou exatamente quais são os principais vilões nos quintais cuiabanos:
- 36,9% dos focos: Reservatórios de água ao nível do solo (como barris, tambores e caixas d’água baixas).
- 27,6% dos focos: Lixo e resíduos urbanos descartados de forma inadequada.
- 21,0% dos focos: Objetos móveis do dia a dia (vasos de plantas, pratos e bebedouros de animais).
Ações de combate em números
Para conter a proliferação, o trabalho de campo da Vigilância de Controle Vetorial segue intensificado em toda a capital:
- 673.856 imóveis vistoriados em 2026.
- 81.080 depósitos de água tratados com larvicida.
- 19.398 potenciais criadouros eliminados diretamente pelas equipes.


