Aedes aegypti em Cuiabá

Focos do mosquito recuam na Capital, mas bairros das Regiões Norte e Sul exigem atenção redobrada

Apesar da melhora nos índices gerais do município, um quarto dos setores da capital ainda registra alto risco de infestação e exige cuidados nos quintais

Por Camila Almeida 13/08/2026 às 18:00 2 min de leitura

A batalha contra o Aedes aegypti em Cuiabá teve um avanço importante, mas a guarda não pode ser baixada. O novo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostra que a capital saiu do patamar de “Alto Risco” e agora está em “Médio Risco” de infestação. No entanto, o alerta vermelho continua aceso para os moradores de ao menos sete regiões da cidade, que acumulam índices críticos de proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Ao todo, os agentes de saúde já vistoriaram mais de 673 mil imóveis na capital este ano para eliminar focos e conter surtos das doenças.

Onde estão as áreas mais críticas de Cuiabá

O 2º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) analisou quase 11 mil imóveis e apontou as regiões que demandam maior cuidado da população:

  • Região Norte (Estrato 26 – Maior índice da cidade): Registrou 7,0% de infestação. Abrange bairros como Nova Canaã, Três Barras, Colina Verde, Jardim Umuarama, Altos da Glória, 1º de Março e Residencial Paraná.
  • Região Sul (Estrato 2 – Segundo maior índice): Bateu 6,4%. Inclui Osmar Cabral, São Francisco, Jardim Passaredo, Lagoa Azul, Primor das Torres e Parque Mariana.
  • Região Leste (Estrato 10): Ficou em 5,9%. Envolve bairros como Dom Aquino, Poção, Bandeirantes, Jardim Paulista e Lixeira.
  • Zonas de Baixo Risco: Apenas duas áreas da capital tiveram índice seguro (abaixo de 1%): os distritos da Guia e do Sucuri.

Onde o mosquito está se multiplicando nos imóveis

A vistoria identificou exatamente quais são os principais vilões nos quintais cuiabanos:

  • 36,9% dos focos: Reservatórios de água ao nível do solo (como barris, tambores e caixas d’água baixas).
  • 27,6% dos focos: Lixo e resíduos urbanos descartados de forma inadequada.
  • 21,0% dos focos: Objetos móveis do dia a dia (vasos de plantas, pratos e bebedouros de animais).

Ações de combate em números

Para conter a proliferação, o trabalho de campo da Vigilância de Controle Vetorial segue intensificado em toda a capital:

  • 673.856 imóveis vistoriados em 2026.
  • 81.080 depósitos de água tratados com larvicida.
  • 19.398 potenciais criadouros eliminados diretamente pelas equipes.

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