Alívio financeiro no Timão

Corinthians propõe entregar nome da Arena à Caixa para lidar com dívida milionária

Proposta envolve a cessão dos direitos de nome do estádio avaliados em R$ 70 milhões e liberação de recursos retidos no banco

Por Camila Almeida 16/10/2026 às 20:30 2 min de leitura

Em reunião realizada nesta sexta-feira (16/10), representantes do Corinthians e da Caixa Econômica Federal avançaram de forma significativa nas tratativas para quitar o saldo devedor de cerca de R$ 630 milhões referente à construção da Neo Química Arena.

O encontro contou com as presenças do ministro Guilherme Boulos, da cúpula do clube e de integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel.

Proposta envolve cessão dos naming rights do estádio

A principal cartada da diretoria para encerrar o débito é repassar à Caixa o direito de exploração comercial do nome do estádio. Atualmente vinculado à Hypera Pharma por aproximadamente R$ 15 milhões anuais, quantia considerada defasada pela gestão, o ativo é avaliado pela cúpula corintiana em cerca de R$ 70 milhões ao ano no mercado atual.

Com a mudança de titularidade comercial, o banco assumiria a propriedade do nome do estádio para abater o valor total da dívida.

Impasse por R$ 27 milhões e recursos para o elenco

Além do equacionamento do estádio, o clube negocia a liberação de R$ 27 milhões que estão retidos pela Caixa em uma conta de garantia (espécie de “colchão” contra inadimplência alimentado por receitas do próprio Timão).

A cúpula alvinegra argumenta que está com os pagamentos em dia, já tendo repassado R$ 56 milhões ao banco no ano, e pretende usar a quantia para quitar pendências urgentes com o elenco:

  • Direitos de imagem: Regularização dos pagamentos atrasados aos atletas.
  • Capital de giro: Alívio imediato no fluxo de caixa para honrar compromissos do dia a dia.

Suspensão de parcela traz fôlego no caixa

Dentro das negociações recentes, o Corinthians obteve uma conquista importante ao conseguir a suspensão da terceira parcela trimestral do financiamento. O boleto, que venceu em setembro e somava cerca de R$ 28 milhões, teve a cobrança adiada enquanto as partes alinham o desfecho do acordo definitivo.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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