Após um ano de desaparecimento de mulher trans que testemunhou sequestro em VG mãe ainda não tem resposta
Agora, a mãe pede que a Polícia Judiciária Civil e a DHPP deem uma resposta à família e reforça o apelo para que o caso continue sendo investigado

A mãe da mulher trans Willian Gabriel Silva de Jesus, conhecida como Gabryelle, de 21 anos, voltou a cobrar providências das autoridades após quase um ano do desaparecimento da filha, registrado em Várzea Grande no bairro Jacarandá.
Segundo ela, desde então a família enfrenta forte desgaste emocional. A mãe relata dificuldades para dormir e se alimentar e afirma ter procurado diversas vezes a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em busca de informações sobre o andamento das investigações, mas diz que ainda não recebeu respostas sobre o paradeiro de Gabryelle.
O desaparecimento ocorreu dias depois de um caso que ganhou repercussão no município. Conforme as investigações da Polícia Civil à época, Gabryelle teria presenciado o sequestro de José Wallefe dos Santos Lins, de 28 anos, da companheira dele, Ariane da Silva Cerqueira, de 27 anos, e do filho do casal, de apenas 1 ano.
A família, natural de Maceió (AL), estava morando em Várzea Grande havia cerca de três meses quando foi levada por integrantes de uma facção criminosa.
De acordo com a apuração policial, Gabryelle era amiga e vizinha da família e tentou intervir durante a ação. Ainda segundo o relato, ela pediu aos sequestradores que não deixassem que um homem agredisse Ariane para evitar que a vítima sofresse ferimentos mais graves.
Dias depois, Ariane e o filho foram localizados. A mulher apresentava diversos hematomas pelo corpo e um braço quebrado, sendo encaminhada para atendimento médico. A criança não sofreu ferimentos.
No mesmo período em que mãe e filho foram encontrados, Gabryelle desapareceu e, desde então, não houve confirmação oficial sobre seu paradeiro.
Agora, a mãe pede que a Polícia Judiciária Civil e a DHPP deem uma resposta à família e reforça o apelo para que o caso continue sendo investigado. Ela também questiona se a demora na elucidação estaria relacionada à condição social da família, sem apresentar elementos que comprovem essa hipótese.


