Investigada por matar gatos é mantida presa por violar tornozeleira
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por policiais da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) na tarde de segunda-feira

A estudante Larissa Karolina Silva Moreira, de 29 anos, investigada pela morte de três gatos, teve a prisão preventiva mantida pelo juiz Cássio Lite de Barros Netto, do Gabinete 3 do Juiz das Garantias, por descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Ela teria rompido a tornozeleira eletrônica em duas ocasiões diferentes.
O caso passou a ser investigado após denúncias de organizações não governamentais (ONGs) de proteção animal. O mandado de prisão preventiva foi cumprido por policiais da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) na tarde de segunda-feira (06), em Cuiabá.
Na audiência de custódia realizada na terça-feira (7), a defesa pediu a concessão de liberdade provisória, alegando que a investigada vem sendo alvo de perseguições nas redes sociais, enfrenta problemas de saúde mental e teria violado a tornozeleira eletrônica em apenas duas ocasiões.
Porém, o magistrado, ao analisar o caso, validou a legalidade da prisão e decidiu manter a custódia preventiva. Conforme a decisão, Larissa recebeu diversas oportunidades para regularizar a situação, justificar as violações registradas e permanecer em liberdade mediante medidas alternativas. No entanto, conforme os autos, ela rompeu ou desativou o equipamento de monitoramento em mais de uma oportunidade.
Segundo ainda o magistrado, o pedido de revogação da prisão não seria apreciado durante a audiência de custódia, uma vez que a detenção decorreu do cumprimento de ordem judicial previamente expedida.
Com isso, o juiz determinou o encaminhamento imediato dos autos ao juízo de origem para análise do pedido da defesa, além da atualização dos sistemas prisionais e do arquivamento do procedimento relativo à audiência de custódia após as comunicações de praxe.


