Brasil termina Copa de 2026 com a segunda pior campanha de sua história
Sob o comando de Carlo Ancelotti, equipe igualou marca negativa de 1966 e vai completar 28 anos sem erguer a taça do Mundial até a próxima edição

O torcedor brasileiro vai precisar de paciência para os próximos anos. Com o fim das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a Fifa oficializou o ranking das seleções eliminada e o Brasil terminou a competição em uma incômoda 11ª colocação. A queda precoce diante da Noruega não apenas encerrou o sonho do hexa, mas carimbou uma das páginas mais melancólicas do futebol nacional.
Esta é a segunda pior colocação do país em 23 participações no torneio. Para piorar o cenário, o resultado faz com que o Brasil atinja o maior período de seca de títulos de toda a sua história, superando o jejum que o país viveu entre o tricampeonato de Pelé (1970) e o tetracampeonato de Romário (1994).
Para entender o tamanho do retrocesso histórico em números, confira o balanço da Amarelinha:
- Pior marca desde 1990: O Brasil não caía tão cedo e em uma posição tão baixa desde a Copa da Itália, há 36 anos, quando foi eliminado pela Argentina nas oitavas e ficou em 9º lugar.
- O fantasma de 1966: A 11ª colocação atual iguala o fiasco da Copa da Inglaterra. Porém, na época, o torneio tinha apenas 16 seleções, o que torna o desempenho atual proporcionalmente pior.
- Apenas um ano foi pior: Na história, o Brasil só teve um desempenho inferior em 1934, quando terminou em 14º após perder logo na estreia para a Espanha.
- O tamanho do jejum: Quando a bola rolar na Copa de 2030, a Seleção completará um intervalo de 28 anos sem erguer a taça (o último título foi em 2002).
A eliminação precoce interrompe uma sequência de décadas em que o Brasil figurava, ao menos, entre os principais times do mundo.
*Sob supervisão de Gene Lannes


