Impasse comercial

Brasil reage à decisão da União Europeia sobre exportações de produtos animais

Governo brasileiro diz ter recebido decisão da União Europeia “com surpresa” e tenta reverter medida

Por Camila Almeida 12/05/2026 às 19:00 2 min de leitura

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12/05) ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu.

A medida deve entrar em vigor apenas em setembro de 2026, e, segundo o governo, as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente até o momento.

Governo tenta reverter decisão

A manifestação foi feita em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura e Pecuária e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No comunicado, o governo informou que adotará “todas as medidas necessárias” para tentar reverter a decisão europeia e manter o acesso ao mercado da União Europeia.

Segundo a nota, o chefe da delegação brasileira junto ao bloco europeu já tem reunião marcada para esta quarta-feira (13/05) com autoridades sanitárias europeias. O encontro deve buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.

Motivo da decisão

De acordo com a União Europeia, a decisão está relacionada às regras de controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

A medida foi aprovada após votação no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, órgão responsável por atualizar a lista de países aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco.

Defesa do sistema sanitário brasileiro

Na nota oficial, o governo brasileiro destacou que o país possui um sistema sanitário “robusto e de qualidade internacional reconhecida”. O comunicado também ressalta que o Brasil é atualmente o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e mantém relações comerciais com o mercado europeu há cerca de 40 anos.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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