Imagens Manipuladas

Estudantes são investigados por compartilhamento de imagens manipuladas com uso de IA

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam ferramentas de inteligência artificial para criar os materiais e dificultar a identificação das alterações

Por Eder Pereira 28/05/2026 às 10:30 2 min de leitura

A Polícia Civil investiga um grupo suspeito de produzir e comercializar conteúdos manipulados com uso de inteligência artificial envolvendo imagens de adolescentes em Mato Grosso e Rondônia. Nesta quarta-feira (27), mandados foram cumpridos durante a Operação Máxima Proteção, nas cidades de Juína, Sinop e Cacoal (RO).

De acordo com as investigações, os envolvidos utilizavam fotos de adolescentes, a maioria estudantes de escolas particulares de Juína e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), para criar montagens digitais com aparência realista.

Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas. O caso começou após a identificação da participação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município. Com o avanço das apurações, adultos também passaram a ser investigados.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam ferramentas de inteligência artificial para criar os materiais e dificultar a identificação das alterações. Os arquivos eram armazenados em aparelhos eletrônicos, serviços de nuvem e compartilhados com terceiros.

Dois adolescentes, ambos de 15 anos, são apontados como responsáveis por obter lucro com os conteúdos produzidos, cobrando valores entre R$ 30 por fotografias e até R$ 120 por vídeos.

A investigação também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis, além de transferências feitas por diferentes pessoas em valores semelhantes aos negociados nas conversas analisadas pela polícia.

As apurações apontaram ainda a existência de compradores em estados como Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, indicando que o esquema tinha alcance interestadual.

Conforme a Polícia Civil, os investigados utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, para divulgar os materiais e manter contato com interessados. O Facebook era a principal plataforma utilizada.

Em Rondônia, um homem de 20 anos foi alvo de mandado de busca e apreensão por suspeita de participação nos fatos investigados.

Os envolvidos poderão responder por atos infracionais e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de outras infrações que ainda poderão ser identificadas no decorrer das investigações.

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