Eleições 2026

TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre sala-cofre, vitória de Lula é confirmada por órgãos e Congresso

Corte Eleitoral apresenta vídeos e registros de fiscais do PL na apuração, enquanto PGR, TSE e Congresso confirmam a lisura do pleito

Por Camila Almeida 26/10/2026 às 10:56 3 min de leitura

A tentativa de questionar o resultado das urnas no segundo turno esbarrou em provas oficiais e no reconhecimento imediato das instituições. Logo após o anúncio da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) declarou que tentará anular a votação alegando que fiscais de seu partido teriam sido expulsos da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A acusação foi prontamente rebatida pela Corte Eleitoral, que desmentiu o candidato e confirmou a plena transparência de todo o processo de apuração.

TSE prova presença de fiscais do PL durante a contagem

Em nota oficial divulgada na noite deste domingo (25/10), o TSE classificou a fala de Flávio como falsa e detalhou a atuação dos representantes do próprio partido do candidato:

Acompanhamento integral: Dois fiscais do PL estiveram na sede do tribunal e acompanharam o Teste de Integridade, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados. A Corte possui filmagens e registros de presença comprovando a circulação dos fiscais na Sala de Totalização e na Sala dos Partidos Políticos.

O tribunal reforçou que os representantes do PL tiveram acesso irrestrito às áreas destinadas à fiscalização.

Contradições sobre o horário de votação

Flávio Bolsonaro, derrotado por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, também criticou a prorrogação de duas horas no horário de encerramento da votação, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.

A contestação gera contradição, pois a extensão do horário atendeu a pedidos do PT e da própria campanha de Flávio, que havia acionado o TSE à tarde solicitando mais tempo de votação em cidades de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Instituições garantem a segurança e validam o resultado

Apesar das declarações do candidato derrotado, as principais autoridades do país e órgãos de controle chancelaram a vitória de Lula e a integridade das urnas. O ministro Kassio Nunes Marques afirmou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

O procurador-geral Paulo Gonet Branco declarou que a missão do Ministério Público de fiscalizar e fazer respeitar a vontade do eleitor foi cumprida. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao lado do presidente da Câmara, cravou que “não há o que se contestar” e que o resultado representa a vitória da democracia.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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