Saiba quem são os vereadores de Várzea Grande alvos da Operação Cathedra Venalis

A Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20), tem entre os alvos 13 vereadores de Várzea Grande. A investigação apura suspeitas de corrupção, cooptação de agentes públicos e negociação de vantagens indevidas envolvendo o processo de eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.
Entre os investigados está o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), que venceu a disputa interna em maio deste ano por 12 votos a 11 contra Lucas do Chapéu do Sol (PL). A eleição, porém, foi anulada por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), devido à antecipação do pleito, já que a nova Mesa Diretora só deveria assumir em janeiro do próximo ano.
Dos 13 vereadores alvos da operação, 12 votaram a favor da reeleição de Wanderley Cerqueira.
Além do presidente, são alvos Alessandro Moreira, Wender Madureira, Sargento Galibert, Lucelia Oliveira, Kleberton Feitoza, Raul Curvo, Enfermeiro Emerson, Cilsinho, Braz Jaciro, Gisa Barros e Dr. Miguel.
Também está entre os alvos Rogerinho da Dakar, que, na época da eleição, exercia a presidência do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).
A investigação alcança ainda os vereadores de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos. Os dois admitiram ter participado de um almoço em uma chácara onde parlamentares que apoiavam Wanderley Cerqueira se reuniram antes da votação.
Também são alvos a diretora financeira da Câmara de Várzea Grande, Lorineide Inhan, e o secretário legislativo da Casa, Samir Katumata, conhecido como Samir Japonês (PL), que é suplente de vereador.
A operação mobiliza mais de 200 policiais, com apoio de unidades especializadas da Polícia Militar, incluindo Rotam, Bope, Cavalaria, Batalhão Ambiental, RAIO e grupos de apoio.
O nome Cathedra Venalis, expressão em latim que significa “cadeira venal” ou “cargo negociado”, faz referência ao foco das apurações sobre possíveis irregularidades relacionadas ao exercício de funções públicas.


