Operação Ad Rem

Polícia Civil mira patrimônio de facção e sequestra cinco imóveis em Mato Grosso

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva e o sequestro judicial de cinco imóveis.

Por Eder Pereira 19/10/2026 às 20:30 2 min de leitura

Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira, dia 19 de outubro, a Operação Ad Rem, com o objetivo de atingir o patrimônio e enfraquecer financeiramente uma facção criminosa. A ação é um desdobramento da Operação Ruptura CPX, realizada em março deste ano.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva e o sequestro judicial de cinco imóveis. Quatro propriedades ficam em Várzea Grande e uma chácara está localizada na região do Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, identificaram indícios de que familiares e terceiros eram utilizados para ocultar bens ligados às atividades ilícitas. Entre os casos apurados estão imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural negociada por cerca de 180 mil reais, com pagamento de 100 mil reais em dinheiro.

A operação também mira um investigado apontado como gerente do tráfico e responsável pela arrecadação e administração financeira da facção. Ele já havia sido preso durante a Operação Ruptura CPX, mas conseguiu a revogação da prisão preventiva após a defesa alegar que ele seria apenas um intermediário utilizado por outras pessoas em movimentações financeiras.

Com o avanço das apurações, porém, surgiram indícios de participação na gestão de estoques e distribuição de drogas, no gerenciamento de pontos de tráfico e no controle financeiro de outros integrantes do grupo. A análise também identificou aproximadamente 661 mil reais em movimentações financeiras relacionadas às atividades investigadas, em um dos períodos examinados.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Ad Rem busca impedir que recursos provenientes do crime sejam mantidos, ocultados ou reinvestidos em atividades ilegais.

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