Crise na Fifa

Presidente de LaLiga questiona ‘perdão’ a Infantino e mantém ataque à gestão da Fifa após crise

Javier Tebas publicou duro manifesto apontando violação de regras institucionais e criticando o aval dado ao dirigente no Marrocos

Por Camila Almeida 07/08/2026 às 11:30 2 min de leitura

A tentativa da Fifa de passar uma borracha na crise política gerada pelo plano de privatização de seus torneios não convenceu um dos dirigentes mais influentes do futebol europeu. O presidente de LaLiga, Javier Tebas, veio a público contestar abertamente a legitimidade do “perdão” concedido a Gianni Infantino durante a reunião de emergência realizada em Rabat, no Marrocos.

Para o mandatário do campeonato espanhol, o recuo do presidente da Fifa não apaga as graves violações às normas de governança cometidas durante a tentativa de vender fatias comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

O forte posicionamento de Tebas reacende o desgaste da imagem de Infantino e expõe a divisão entre as ligas europeias e as entidades que saíram em defesa do cartola.

Entenda os pontos centrais da contestação de LaLiga:

Tebas questiona abertamente o alívio concedido a Infantino em Rabat, argumentando que a reunião serviu apenas como manobra de contenção de danos. O projeto Fifa Forward Enterprise (FFE) previa vender 20% dos direitos comerciais das competições da Fifa para o capital privado, buscando arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).

O chefe de LaLiga acusa Infantino de atropelar estatutos e ferir a ética institucional na condução do processo de negociação. O espanhol direcionou ataques diretos às entidades regionais e federações que blindaram o dirigente, citando nominalmente a Associação do Futebol Argentino (AFA).

*Sob supervisão de Gene Lannes

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