Conmebol rejeita boicote da Uefa, defende a Fifa e prega equilíbrio após recuo de Infantino
Entidade sul-americana comemora cancelamento de projeto com capital privado, mas recusa radicalismo europeu contra mandatário da entidade

A crise política na cúpula do futebol mundial ganhou novos contornos de divisão entre os continentes nesta quinta-feira (6/8). Enquanto a UEFA lidera uma ofensiva para derrubar Gianni Infantino do comando da FIFA, a Conmebol optou por tomar o caminho oposto e dar um voto de confiança ao dirigente após o cancelamento do polêmico plano de privatização comercial.
A decisão da confederação sul-americana de se manter neutra enfraquece o movimento de boicote promovido pelas federações europeias, ao mesmo tempo em que cobra maior diálogo e respeito às regras institucionais nas decisões globais do esporte.
Para a diretoria da Conmebol, o fato de a Fifa ter voltado atrás demonstra que os mecanismos democráticos da entidade funcionaram para proteger o interesse de todas as 211 federações filiadas.
Veja os principais pontos do posicionamento da Conmebol
A entidade rechaçou publicamente as medidas extremas da Uefa e recusou-se a aderir à pressão pela renúncia de Gianni Infantino. Apontou preocupação com “ações unilaterais” dentro da Fifa, exigindo rigor no cumprimento das regras de governança e consulta prévia aos continentes.
A entidade avaliou o recuo no projeto comercial como uma demonstração válida de respeito aos membros associados e à democracia interna da instituição.
*Sob supervisão de Gene Lannes


