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Valorização docente

Russi defende direitos e piso salarial para 7 mil professores de creches

A proposta também busca corrigir distorções históricas, já que, por muitos anos, creches estiveram vinculadas à assistência social

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Política

Créditos: Gil Gomes
Créditos: Gil Gomes

No Dia Nacional da Educação, celebrado nesta terça-feira (28), foi destacada a mobilização para garantir direitos a cerca de 7 mil profissionais da educação em Mato Grosso, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) “Cuidar e Educar”, vinculada à Assembleia Legislativa.

A iniciativa tem como foco regularizar a situação de educadores que atuam em creches e pré-escolas, mas que ainda não possuem reconhecimento formal como professores. A medida busca adequar os municípios à Lei Federal nº 15.326/2026, que estabelece que profissionais que trabalham em sala de aula com crianças de 0 a 5 anos devem ser enquadrados como docentes.

Com a mudança, esses profissionais passam a ter direito ao piso salarial nacional, inclusão em planos de carreira e acesso à aposentadoria especial. A proposta também busca corrigir distorções históricas, já que, por muitos anos, creches estiveram vinculadas à assistência social, o que gerou diferentes nomenclaturas para a função e limitou o acesso a direitos da categoria.

Criada em março deste ano, a CST já atua em 28 municípios mato-grossenses, oferecendo suporte técnico às gestões municipais para adequação das legislações locais. O trabalho inclui levantamento das normas vigentes e elaboração de propostas que garantam o reenquadramento dos profissionais sem impactos negativos nos regimes previdenciários.

A iniciativa utiliza como referência experiências já implementadas, com o objetivo de orientar gestores sobre a viabilidade das mudanças. A atuação ocorre em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), visando ampliar o alcance das adequações e assegurar que os profissionais tenham acesso aos direitos previstos em lei.

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Max Russi defende direitos e piso salarial para 7 mil professores de creches

Com isso, a categoria passa a ter direito ao piso salarial nacional, plano de carreira e aposentadoria especial.

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Crédito: Anny Gondim – Assessora de Imprensa

O deputado Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, reforçou nesta terça-feira (28), Dia Nacional da Educação, a articulação para garantir direitos a cerca de 7 mil profissionais que atuam em creches e pré-escolas no estado.

A iniciativa é conduzida por meio da Câmara Setorial Temática (CST) “Cuidar e Educar” e busca assegurar o reconhecimento desses trabalhadores como professores, conforme estabelece a Lei Federal nº 15.326/2026. A legislação define que profissionais que atuam diretamente em sala de aula com crianças de 0 a 5 anos devem ser enquadrados como docentes.

Com isso, a categoria passa a ter direito ao piso salarial nacional, plano de carreira e aposentadoria especial.

Segundo Russi, a proposta corrige uma distorção histórica. “Para haver educação de qualidade, é essencial valorizar o educador. Muitos profissionais ficaram por décadas sem reconhecimento devido a falhas na legislação”, destacou.

Historicamente vinculadas à assistência social, as creches acabaram gerando uma diversidade de nomenclaturas para os cargos  mais de 150 em todo o país  o que dificultou o acesso desses profissionais aos direitos da carreira docente.

Apoio técnico aos municípios

Instalada em março, a CST já atende 28 municípios de Mato Grosso, oferecendo suporte técnico para adequação das legislações locais. O trabalho inclui levantamento das normas vigentes e de mudanças que não comprometam os regimes previdenciários.

De acordo com o presidente da Câmara Temática, Sargento Joelson, a experiência de Cuiabá, onde os profissionais foram reenquadrados em janeiro serve como modelo. “Queremos mostrar que essa medida não representa gasto, mas investimento. Estamos construindo soluções específicas para cada município, garantindo dignidade aos educadores”, afirmou.

A meta, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), é ampliar o alcance da iniciativa nos próximos meses, assegurando que o reconhecimento como professor venha acompanhado de todos os direitos da carreira.

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