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Atendimento ágil

Integração entre Samu e Bombeiros reduz tempo de resposta em MT

Reestruturação do serviço pré-hospitalar ampliou cobertura, aumentou atendimentos e melhorou indicadores em Mato Grosso.

Publicado em

Saúde

Crédito - Antonio Pinheiro | Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso apresentou, em audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, os resultados da reestruturação do atendimento pré-hospitalar no Estado, realizada em junho de 2025, com a integração entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.

Desde a mudança, o tempo médio de resposta às chamadas de emergência em Cuiabá e Várzea Grande caiu de 25 para 17 minutos. No mesmo período, o número de atendimentos saltou de 5.578, no primeiro trimestre de 2025, para 8.692 no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 55%.

De acordo com o secretário de Saúde, Juliano Melo, a integração fortaleceu o sistema e há meta de reduzir ainda mais o tempo de resposta, chegando a 10 minutos.

O Estado também planeja expandir o serviço até 2027, com a proposta de criação de mais 28 unidades municipais do Samu, buscando alcançar cobertura total. Atualmente, o custo mensal do serviço na Baixada Cuiabana gira em torno de R$ 5 milhões, enquanto o repasse federal médio é de cerca de R$ 500 mil.

Com a cooperação, houve aumento das equipes ativas no Estado, que passaram de 64 para 89 — alta de 39%. A previsão é chegar a 115 equipes até 2027, com atendimento pré-hospitalar presente em 63 municípios.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a integração trouxe melhorias na regulação e na qualidade do atendimento, especialmente no interior, com suporte médico mais estruturado.

A unificação operacional também integrou o atendimento ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, centralizando as chamadas dos números 192 e 193 e permitindo o envio da ambulância mais próxima, o que agiliza o socorro.

Dados apresentados pela secretária adjunta Fabiana Bardi mostram que a cobertura do serviço passou de 1,2 milhão para cerca de 1,6 milhão de pessoas. Na Baixada Cuiabana, o número de equipes dobrou, saindo de 12 para 25 após a integração.

Pesquisa de satisfação aponta alta aprovação do novo modelo: mais de 91,3% dos usuários classificaram o atendimento como excelente ou bom, e 87,8% avaliaram positivamente o tempo de resposta.

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Saúde

Deputado denuncia edital restritivo na saúde e leva caso ao Ministério Público

Parlamentar aponta favorecimento em licitação, possível conflito de interesses e pede investigação sobre contratos na saúde estadual.

Publicados

em

Crédito: Rodrigo Prates

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, denunciou a existência de editais considerados restritivos na área da saúde estadual, que, segundo ele, teriam favorecido uma única organização social na disputa por contratos públicos.

A declaração foi feita durante sessão ordinária, quando o parlamentar afirmou que o processo conduzido pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso teria limitado a participação de outras entidades, resultando na vitória da Agir Saúde na gestão do Hospital Regional de Cáceres e em tentativa de atuação no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

Segundo Russi, o modelo adotado no edital teria restringido a concorrência, além de levantar questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados. Ele também citou investigações envolvendo a organização em outros estados.

O deputado apontou ainda um possível conflito de interesses, ao relatar que um servidor público envolvido na elaboração do processo licitatório teria deixado o cargo para assumir função de destaque na própria entidade vencedora. O caso, segundo ele, será encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso para apuração.

Durante o discurso, o parlamentar também criticou suposto direcionamento político dentro da pasta da saúde, com alegações de que demandas apresentadas por deputados não estariam sendo atendidas.

O tema deve ser levado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, presidida pelo deputado Wilson Santos, que poderá convocar responsáveis pelos processos licitatórios para prestar esclarecimentos.

Russi também solicitou providências ao governador Otaviano Pivetta, pedindo medidas para apurar possíveis irregularidades e garantir maior transparência na gestão da saúde pública estadual.

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