Operação Partilha

Polícia Civil mira grupo suspeito de furtar R$ 350 mil de fazenda em Confresa

Operação cumpre nove mandados em Mato Grosso e no Pará para recuperar dinheiro, armas e joias levados durante furto qualificado ocorrido em 2024.

Por Matheus Marques 30/06/2026 às 11:30 3 min de leitura

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (30), a Operação Partilha para cumprir nove mandados judiciais contra investigados por um furto qualificado ocorrido em uma fazenda no município de Confresa.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, apura o crime que resultou na subtração de aproximadamente R$ 350 mil em dinheiro, cinco armas de fogo, joias e outros objetos de valor.

As ordens judiciais foram expedidas contra três suspeitos e são cumpridas nos municípios de Confresa, Sinop, Peixoto de Azevedo, São José do Xingu (distrito de Santo Antônio do Fontoura), Porto dos Gaúchos e Novo Progresso (PA).

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão, inclusive na modalidade itinerante, quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos, além da extração de informações de aparelhos eletrônicos apreendidos. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças.

Segundo a Polícia Civil, a operação busca recuperar o dinheiro, as armas e as joias furtadas, além de apreender celulares, tablets, notebooks e outros materiais que possam esclarecer as negociações e a movimentação financeira envolvendo a divisão dos bens subtraídos.

A ação é coordenada pela Derf de Confresa e conta com apoio das delegacias de Confresa, São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, das Regionais de Guarantã do Norte, Sinop e Juína, além da Polícia Civil do Pará.

Crime ocorreu em 2024

O furto foi praticado na madrugada de 23 de setembro de 2024, em uma propriedade rural de Confresa. Conforme a investigação, os criminosos arrombaram cofres da residência e levaram cerca de R$ 350 mil em espécie, joias e cinco armas de fogo.

Durante as diligências, os policiais identificaram que o grupo atuava com divisão de funções. Os três investigados são apontados como o informante, que prestava serviço na fazenda e tinha acesso ao imóvel, o executor do furto e o responsável pela logística da ação e pela destinação das armas furtadas.

De acordo com a delegada da Derf de Confresa, Karen Amaral Makrakis, as investigações revelaram registros da divisão dos bens entre os envolvidos, além de áudios, mensagens e fotografias de uma das armas furtadas armazenados em um aparelho celular.

“A precisão do furto dirigida exatamente aos bens guardados na casa indicou desde o início que o grupo teria agido com informação privilegiada sobre o local e o conteúdo dos cofres. Os indícios revelaram a atuação de um grupo estruturado, com divisão de tarefas e posterior repartição do produto do crime entre os envolvidos, parte do qual chegou a ser negociada”, afirmou a delegada.

O nome Operação Partilha faz referência a um documento manuscrito apreendido durante as investigações, no qual os próprios suspeitos registraram a divisão do dinheiro, das armas e das joias furtadas entre os integrantes do grupo.

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