Pela primeira vez na gestão Moretti, Pronto-Socorro de VG fecha portas por superlotação
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A saúde pública de Várzea Grande viveu nesta semana um dos momentos mais críticos da atual administração. Pela primeira vez desde o início da gestão da prefeita Flávia Moretti, o Hospital e Pronto-Socorro Municipal precisou restringir a entrada de novos pacientes por 24 horas devido à superlotação e ao esgotamento da capacidade operacional da unidade.
A medida foi oficializada por meio do Ofício nº 98/2026, assinado pelo diretor técnico da instituição, médico José Mario Podanosque, que comunicou aos órgãos reguladores e de emergência a impossibilidade temporária de receber novos pacientes nos setores de Clínica Médica e Box Trauma.
De acordo com o documento, os principais setores de atendimento emergencial chegaram ao limite. A Sala Vermelha, a Sala Amarela e o Box Trauma operavam com ocupação máxima, enquanto pacientes em estado grave permaneciam por períodos prolongados nas áreas de estabilização à espera de vagas para internação ou transferência para outras unidades.
Diante do cenário, a direção do hospital adotou a restrição como medida emergencial para evitar o colapso total da assistência médica. A decisão foi comunicada à Central de Regulação Estadual, ao Samu, ao Corpo de Bombeiros, à concessionária Nova Rota do Oeste e demais instituições que atuam no atendimento de urgência e emergência.
No comunicado, a administração reconhece os impactos causados à população, mas afirma que a suspensão temporária dos atendimentos foi necessária para preservar a segurança dos pacientes já internados e garantir condições mínimas de funcionamento da unidade.
O episódio acende um alerta sobre a crescente pressão enfrentada pelo principal hospital público do município. Além de evidenciar a alta demanda por serviços de saúde, a situação expõe os desafios da atual gestão em ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal e evitar que episódios semelhantes se repitam.
O fechamento temporário do Pronto-Socorro representa um marco negativo para a administração Moretti e reforça as cobranças por soluções estruturais na saúde pública de Várzea Grande, um dos setores mais sensíveis e cobrados pela população.


