Proteção infantil

Nova política nacional de combate à violência sexual contra crianças entra em vigor

Norma cria diretrizes nacionais para prevenção e enfrentamento da violência sexual infantojuvenil

Por Camila Almeida 19/05/2026 às 18:30 2 min de leitura

O Brasil passou a contar, a partir desta terça-feira (19/05), com uma política nacional voltada à prevenção e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A medida foi regulamentada pela Portaria nº 836, publicada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com base em dispositivos da Lei nº 14.811/2024.

Política será aplicada em todo o país

A nova política será implementada de forma descentralizada, com atuação conjunta da União, estados, municípios e do Distrito Federal.

O texto adota como base o princípio da proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e reforça a prioridade absoluta da infância e adolescência nas ações do poder público.

Diretrizes incluem prevenção e combate à revitimização

Entre as principais diretrizes da política estão:

  • enfrentamento de todas as formas de violência sexual;
  • prevenção como eixo prioritário;
  • combate à revitimização das vítimas;
  • integração entre diferentes áreas do poder público.

A estratégia prevê atuação articulada entre setores como saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça. A norma também considera fatores como desigualdade social, raça, gênero e deficiência na formulação das ações.

Objetivos incluem ampliação da rede de proteção

A política estabelece como metas:

  • fortalecimento das redes de proteção;
  • ampliação do atendimento especializado;
  • responsabilização dos autores das violências;
  • incentivo à produção de estudos e avaliação de resultados.

Além disso, o texto prevê campanhas permanentes de conscientização e capacitação de profissionais que atuam no atendimento às vítimas.

Centros integrados terão papel estratégico

Outro ponto previsto é o fortalecimento dos centros de atendimento integrado, estruturas que concentram, em um único local, serviços de acolhimento, proteção e acompanhamento das vítimas.

A coordenação da política ficará sob responsabilidade da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Já o Plano Nacional Decenal será responsável por definir metas, prazos e indicadores das ações implementadas em todo o país.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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