Governo prorroga subsídio à gasolina para segurar o preço do combustível
Subsídio foi definido para tentar conter os efeitos guerra na economia brasileira. Com alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia

O Ministério da Fazenda prorrogou a chamada “subvenção” à gasolina, ou seja, um tipo de subsídio, até 9 de setembro.
Portaria assinada pelo titular da pasta, o ministro Dario Durigan, manteve em R$ 0,44 a subvenção para manter o preço do combustível mais baixo.
Essa subvenção é uma ajuda financeira dada pelo governo para reduzir o preço de um produto ou serviço. No caso da gasolina, o governo federal está pagando parte do aumento de custos para evitar que a alta do petróleo seja repassada integralmente aos consumidores.
Anunciado inicialmente em maio e renovado em julho, o subsídio foi definido para tentar conter os efeitos da guerra na economia brasileira.
A explicação é que, com a alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia. Sem o subsídio para conter o preço, haveria impacto inflacionário maior.
Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Devido à subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro.
Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou em julho a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.


