Articulação

Esquerda se divide e PSD passa a ter dois nomes na disputa pelo Governo de MT

De acordo com Fávaro, o PSD pretende manter o debate interno aberto até a definição oficial durante as convenções partidárias.

Por Eder Pereira 01/07/2026 às 12:00 2 min de leitura

O senador Carlos Fávaro (PSD) confirmou, nesta terça-feira (30), que o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, entrou na articulação para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. Com isso, o partido passa a contar oficialmente com dois nomes colocados para a sucessão estadual, ao lado da médica Natasha Slhessarenko, que já vinha se apresentando como pré-candidata ao Palácio Paiaguás há alguns meses.

De acordo com Fávaro, o PSD pretende manter o debate interno aberto até a definição oficial durante as convenções partidárias.

“Estamos apresentando dois nomes competentes para o Governo do Estado. O ex-prefeito Emanuel Pinheiro e a Dra. Natasha”, declarou.

Apesar de reconhecer a entrada de Emanuel na disputa interna, o senador avaliou que Natasha aparece em posição mais favorável neste momento por já contar com o apoio da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV — grupo que deverá sustentar o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso.

Segundo Fávaro, o alinhamento antecipado fortalece a médica em um cenário eleitoral marcado pela polarização.

“Eu disse até que a Dra. Natasha saiu um pouco mais cedo, ela já ganhou apoio da Federação Brasil da Esperança, o que é fundamental para uma eleição tão polarizada, aumenta muito a chance”, afirmou.

Ainda assim, o senador destacou que Emanuel pode construir diálogo com os demais partidos do campo de esquerda e buscar consenso dentro do grupo político.

“Ele tem que conversar com a Natasha e também tem que ter o apoio da Federação. Na convenção, nós vamos decidir democraticamente”, disse.

Fávaro também minimizou a possibilidade de desgaste interno no PSD com a entrada de um novo pré-candidato. Segundo ele, a legenda tem histórico de convivência entre diferentes correntes políticas e já enfrentou disputas internas em outras eleições sem comprometer sua unidade.

“O PSD é um partido plural. Tínhamos há três meses três candidatos à Presidência da República e depois houve uma definição”, concluiu.

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