Candidatos do Agir se revoltam com falta de recurso para campanha
Nacional não enviou recurso sob justificativa de que partido não tem chances de eleger nenhum candidato

Candidatos do Agir reclamam de falta de apoio do partido na disputa eleitoral. Conforme a candidata a deputada estadual, Marizeti da Saúde, mesmo já estando na reta final da campanha eleitoral, a legenda não disponibilizou sequer material básico como santinhos e bandeiras.
“É um partido pequeno e estamos sem recurso algum, e estou falando do básico, estou falando de material gráfico. Não estamos tendo apoio financeiro. Nem mesmo o famoso santinho não temos. Não está sendo uma briga justa. Se observarem os demais partidos, eles têm um recurso exorbitante, e isso me trouxe até uma reflexão, de que para fazer política não precisa ter um gasto exorbitante, e sim precisa do mínimo, não precisa usar o dinheiro público”, afirma Marizeti.
A candidata diz que vem sendo questionada sobre seu material de campanha, e diz ser obrigada a falar que infelizmente não tem, que o partido não disponibilizou. Ela explica que o diretório regional do partido afirma que o recurso enviada pela nacional foi direcionado apenas para uma candidata indígena do partido, e questiona o porquê de ter vindo apenas para ela.
“Por que somente para ela? Eu também faço parte da cota se for colocar nesse quesito. Eu sou uma mulher negra, então faço parte da cota. Não que justifique, mas o certo seria vir recurso para todos os participantes do Agir, e não estou falando nada de exorbitante, e sim do mínimo, do material gráfico”, reclama.
Marizete afirma que o presidente do regional, Pedro Igor, disse que a justificativa para falta de recurso por parte do diretório nacional é que o partido não viu a possibilidade de se fazer um candidato eleito no Estado e por conta disso não veio a verba e nem material de campanha.
“É uma justificativa que não concorso. Não existe o já ganhou, isso é decidido dia 4 de outubro. Estamos na fase final, o voto já é domingo, estou à disposição para quem quiser me ajudar e ajudar as demais candidatas do partido”, afirma, ressaltando que está usando ao máximo as redes sociais e o corpo a corpo para o convencimento do eleitorado.
“O que podemos pedir para o cidadão de bem é que nos dê o voto de protesto nas urnas, para demonstrar que não é preciso um valor exorbitante na campanha. Precisamos do mínimo para poder sair de casa e fazer o corpo a corpo, porque é uma campanha estadual, e precisamos nos deslocar de uma cidade para outra. Então precisamos do básico”, finalizou.


