Calor extremo em Monza ativa protocolo de emergência da FIA para o GP da Itália
Previsão acima dos 31ºC obriga instalação de coletes refrigerados nos monopostos em fim de semana decisivo para a liderança do campeonato

Os pilotos da Fórmula 1 terão um desafio extra além do ritmo de corrida no templo da velocidade. Diante de uma onda de calor que promete testar o limite físico dos competidores no tradicional circuito de Monza, a FIA acionou um protocolo de segurança especial para minimizar os riscos do superaquecimento dentro dos cockpits durante o GP da Itália.
A medida visa proteger a saúde dos atletas em uma das etapas mais rápidas do calendário, exigindo adaptações técnicas nos carros para amenizar as altas temperaturas da pista.
Equipamentos obrigatórios e regras de peso
Com o alerta ativado pelo diretor de prova Rui Marques devido à previsão de temperaturas superiores a 31ºC, as equipes são obrigadas a instalar sistemas de refrigeração nos monopostos, como coletes refrigerados por líquido. Embora a presença do equipamento no carro seja exigida, cabe ao piloto decidir se vai utilizá-lo durante a prova.
Para evitar prejuízos de desempenho, o regulamento ajustou o peso mínimo dos carros, permitindo a inclusão do dispositivo sem punições. No entanto, quem optar por não usar o sistema pode encarar penalidades ligadas ao limite de peso estabelecido.
Segundo alerta do ano e clima de decisão
Esta é a segunda vez em 2026 que a entidade adota o protocolo de emergência, a primeira ocorreu no GP da Áustria, em junho. O desafio do calor ganha contornos ainda mais dramáticos por se tratar da 13ª etapa da temporada, marcada pela estreia do líder do campeonato, o jovem italiano Kimi Antonelli, correndo em casa com a Mercedes diante de sua torcida.
*Sob supervisão de Gene Lannes


