Revolta na Copa

Egito aciona a Fifa contra arbitragem após virada polêmica da Argentina

Seleção africana contesta gol anulado e pênalti polêmico, mas se despede do Mundial dos Estados Unidos com a melhor campanha de sua história

Por Camila Almeida 08/07/2026 às 14:39 2 min de leitura

A polêmica eliminação do Egito na Copa do Mundo de 2026 foi parar nos tribunais da Fifa. Inconformada com a derrota de virada por 3 a 2 para a Argentina, a Federação de Futebol do Egito formalizou uma queixa oficial contra o quarteto de arbitragem francês, liderado por François Letexier. Os egípcios acusam os juízes de cometerem erros grosseiros e decisivos que mudaram o destino do confronto.

O clima nos bastidores é de revolta generalizada. O presidente da entidade, Hany Abo Rida, solicitou uma auditoria rigorosa sobre a atuação do árbitro de campo, dos auxiliares e de toda a equipe que operava o VAR na cabine de vídeo.

Para entender os motivos do protesto, veja quais são os lances sob contestação:

  • O gol anulado: Aos 14 minutos da etapa final, quando o Egito vencia, o jogador Zico marcou o que seria o terceiro gol africano. Letexier anulou o lance apontando uma falta polêmica no início da jogada.
  • Pênalti esquecido: A delegação reclama de uma penalidade máxima não marcada sobre o craque Mohamed Salah. Para piorar, foi justamente no contra-ataque desse lance que a Argentina marcou o gol da vitória.
  • Pedido de gancho: O Egito exige o afastamento imediato de todo o quarteto francês das escalas de arbitragem da Copa até que a Fifa conclua a apuração.

O tom das críticas subiu rapidamente após o apito final. O técnico egípcio Hossam Hassan não poupou palavras e chegou a sugerir publicamente que o árbitro François Letexier teria “algo a esconder” devido à sequência de decisões que beneficiaram os argentinos.

Apesar do gosto amargo e do aguardo por uma resposta da Fifa, a seleção do Egito deixa o torneio de cabeça erguida. O desempenho em 2026 entra para a história como a melhor campanha do país em Mundiais, superando os fiascos de 1934, 1990 e 2018, quando a equipe caiu logo na primeira fase. Enquanto o caso é analisado, a Argentina segue no torneio e enfrenta a Suíça nas quartas de final.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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