Sema acompanha coletas no Rio Araguaia para avaliar qualidade da água em Barra do Garças
Se houver comprovação de irregularidades, a concessionária poderá ser autuada por lançamento de efluentes fora dos padrõe

Representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), da concessionária de água e esgoto de Barra do Garças e da Câmara Municipal acompanharam, a coleta de amostras no Rio Araguaia. A ação foi realizada pela Agência de Regulação e Fiscalização (Argif) com o objetivo de verificar a qualidade da água na região.
A medida emergencial foi adotada após a circulação de vídeos nas redes sociais que apontavam uma possível contaminação em uma área de praia localizada nas proximidades do emissário da estação de tratamento de esgoto do município.
Segundo o diretor da Diretoria da Unidade Desconcentrada da Sema em Barra do Garças, Marcello Messias Barbosa, o sistema de tratamento de esgoto do município funciona antes do lançamento no rio. Ele explicou que, durante o período de estiagem, a redução do nível da água favorece a formação de praias temporárias em frente ao emissário, o que pode gerar interpretações equivocadas sobre a estrutura visível de tubulações.
De acordo com ele, a concessionária responsável precisa, em determinados períodos, estender a tubulação até o ponto adequado de lançamento no rio, garantindo a diluição dos efluentes tratados. A exposição dessas estruturas, segundo o diretor, tem sido responsável por rumores de contaminação.
Além das coletas realizadas pela Argif, técnicos do laboratório da Sema, com base em Cuiabá, também serão deslocados ao município para novas análises. A secretaria informou que todos os procedimentos técnicos serão adotados para confirmar a qualidade da água e, caso necessário, aplicar as medidas cabíveis.
Se houver comprovação de irregularidades, a concessionária poderá ser autuada por lançamento de efluentes fora dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental, além de ser obrigada a apresentar um plano de adequação da estação de tratamento de esgoto. As penalidades podem variar de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, conforme o impacto ambiental identificado.
Após a conclusão dos laudos, a Sema também avaliará a possibilidade de ajustar o ponto de lançamento do efluente, com o objetivo de reduzir interferências na utilização da área de praia pelos frequentadores.
A concessionária de água e esgoto do município possui licença de operação válida até 22 de agosto de 2027 e pode responder tanto na esfera administrativa municipal quanto na estadual, caso sejam constatadas irregularidades.


