Secretário diz que restrição evitou colapso no Portão do Inferno e reforça defesa de mudanças no projeto

O secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, afirmou que o trecho conhecido como Portão do Inferno, na Chapada dos Guimarães, só não sofreu um desmoronamento mais grave porque o Governo do Estado proibiu a circulação de ônibus e caminhões pela MT-251.
Segundo o secretário, a decisão foi tomada em dezembro de 2023 diante do risco de deslizamentos e instabilidade no paredão da região. Durante declaração pública, Marcelo afirmou que, sem a restrição do tráfego pesado, o local poderia já ter sofrido colapso estrutural.
As obras no Portão do Inferno seguem paralisadas. Atualmente, o Governo de Mato Grosso trabalha com a proposta de construção de um túnel como solução definitiva para o trecho. Uma licitação chegou a ser realizada, porém nenhuma empresa apresentou proposta vencedora.
Inicialmente, o plano estadual previa o retaludamento do paredão para reduzir o risco de desabamento, mas a alternativa foi abandonada após análises sobre impactos ambientais.
Além disso, o projeto enfrenta entraves relacionados ao licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, responsável pela gestão e proteção do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
O caso segue em discussão enquanto o Estado busca uma solução definitiva para garantir segurança e manter o acesso turístico à região.


