Operação Policial

Rogerinho diz que investigação do Gaeco envolve sua gestão no DAE

Vereador de Várzea Grande afirma ter entregue aos investigadores um dossiê sobre os quatro meses em que comandou o Departamento de Água e Esgoto.

Por Matheus Marques 21/10/2026 às 08:35 3 min de leitura

O vereador Rogerinho da Dakar (PSDB), um dos 13 parlamentares de Várzea Grande alvos da Operação Cathedra Venalis, afirmou que a investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) contra ele não está relacionada à suposta corrupção na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, realizada em maio deste ano. Segundo o parlamentar, a abordagem dos agentes em sua residência envolveu sua passagem pelo Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).

“Lá em casa, o que nós passamos foi em relação ao DAE”, disse o parlamentar.

Rogerinho relatou que entregou aos agentes um dossiê com informações sobre o trabalho realizado durante os quatro meses em que esteve à frente do órgão. De acordo com ele, o material também já havia sido encaminhado a instituições de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“O Gaeco, a sociedade precisa saber o nosso trabalho no DAE. Fizemos 15 licitações, colocamos a UFMT dentro do DAE. Então, fizemos transparência no DAE, isso incomoda muita gente”, declarou.

O vereador deixou o comando do DAE após a divulgação de um vídeo em que aparece colocando uma grande quantidade de dinheiro dentro de uma sacola. Ele afirmou que as imagens não têm relação com sua atuação na administração pública nem com a eleição da Mesa Diretora.

“O vídeo está descontextualizado. Não tem nada a ver com a minha vida pública”, declarou.

A Operação Cathedra Venalis apura possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Ao todo, o Gaeco cumpre 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços ligados aos investigados em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

As medidas judiciais têm o objetivo de reunir provas para aprofundar a investigação sobre a possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a administração pública.

Além de Rogerinho da Dakar, são alvos da operação os vereadores Wanderley Cerqueira, Alessandro Moreira, Wender Madureira, Sargento Galibert, Lucelia Oliveira, Kleberton Feitoza, Raul Curvo, Enfermeiro Emerson, Cilsinho, Braz Jaciro, Gisa Barros e Dr. Miguel.

A investigação está em andamento, e as suspeitas ainda deverão ser apuradas pelas autoridades.

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