Combate às Facções Criminosas

Polícia Civil amplia combate às facções em MT

As ações resultaram na asfixia financeira das facções e dos grupos criminosos que agem em Mato Grosso

Por Eder Pereira 11/05/2026 às 12:00 3 min de leitura

A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou, no primeiro quadrimestre de 2026, as ações de enfrentamento às facções criminosas e ampliou o bloqueio de recursos financeiros ligados às organizações investigadas. Entre janeiro e abril deste ano, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 7,2 bilhões em bens e valores durante operações conduzidas pelas unidades da Diretoria de Atividades Especiais (DAE).

O resultado representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2025, quando os bloqueios somaram cerca de R$ 8,4 milhões. A estratégia de asfixia financeira tem como foco enfraquecer a estrutura econômica das facções criminosas e dificultar o financiamento de atividades ilícitas em Mato Grosso.

No mesmo período, 812 pessoas foram presas durante investigações realizadas pelas delegacias e gerências especializadas da DAE. As unidades também deflagraram 64 operações policiais, cumpriram mais de 2,4 mil ordens de serviço, instauraram 614 inquéritos e concluíram 876 procedimentos policiais.

Segundo o diretor de Atividades Especiais, delegado Cláudio Alvares Sant’Ana, os resultados refletem o fortalecimento das ações de inteligência policial, a integração entre as forças investigativas e o uso de tecnologias avançadas nas apurações.

“As ações resultaram na asfixia financeira das facções e dos grupos criminosos que agem em Mato Grosso. Essa atuação coordenada tem permitido maior celeridade na elucidação de crimes e no cumprimento de mandados”, afirmou o delegado.

Outro destaque foi o aumento das apreensões de veículos adquiridos com recursos ilícitos. Entre janeiro e abril deste ano foram apreendidos 64 veículos, número quatro vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando 16 automóveis foram recolhidos.

As apreensões de dinheiro em espécie também apresentaram crescimento. Em 2026, o valor apreendido chegou a aproximadamente R$ 993 mil, contra quase R$ 747 mil no ano passado.

Na área ambiental, as operações resultaram na apreensão de 1,1 tonelada de pescado irregular, 40 metros cúbicos de madeira ilegal, além de sete máquinas pesadas, três caminhões e a inutilização de cinco balsas utilizadas em garimpo ilegal.

A Diretoria de Atividades Especiais reúne unidades estratégicas da Polícia Civil, como a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) e delegacias especializadas no combate à corrupção, narcotráfico, crimes fazendários, crimes ambientais e delitos informáticos.

De acordo com a Polícia Civil, as operações devem continuar ao longo do ano com foco na repressão qualificada às organizações criminosas e no fortalecimento das investigações especializadas em todo o Estado.

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