Condecoração

Pivetta concede maior honraria de Mato Grosso ao cardeal Dom João Braz de Aviz

Ao receber a honraria, Dom João Braz de Aviz afirmou que a homenagem também representa a atuação histórica da Igreja Católica

Por Eder Pereira 11/06/2026 às 15:00 3 min de leitura

O governador Otaviano Pivetta concedeu a Medalha da Ordem do Mérito Mato Grosso, no grau Grã-Cruz, ao cardeal Dom João Braz de Aviz. A condecoração é a mais alta distinção do Estado e reconhece personalidades que prestam relevantes serviços à sociedade e contribuem para o desenvolvimento humano, social e institucional.

Durante a cerimônia, Pivetta destacou a importância das instituições que colaboram para a formação de cidadãos comprometidos com o bem comum e ressaltou o papel do serviço ao próximo na construção de uma sociedade mais justa.

Segundo o governador, a Igreja exerce influência significativa na formação de valores que fortalecem a convivência social. Ele afirmou ainda que a missão de servir à população exige responsabilidade, dedicação e compromisso, e que reconhecer trajetórias marcadas por esses princípios é uma forma de valorizar ações que impactam positivamente a vida das pessoas.

Ao receber a honraria, Dom João Braz de Aviz afirmou que a homenagem também representa a atuação histórica da Igreja Católica. De acordo com o cardeal, embora a comenda tenha caráter pessoal, ela simboliza igualmente o trabalho desenvolvido pela instituição em defesa dos valores cristãos, humanos e do Evangelho.

O religioso também elogiou a trajetória de desenvolvimento de Mato Grosso, destacando a integração entre pessoas de diferentes regiões do país que ajudaram a construir o Estado. Para ele, a capacidade de superar desafios, gerar oportunidades e promover o crescimento da população, especialmente dos mais vulneráveis, é um dos grandes méritos da sociedade mato-grossense.

Trajetória

Natural de Mafra, em Santa Catarina, Dom João Braz de Aviz é uma das principais lideranças da Igreja Católica brasileira. Ordenado sacerdote em 1972, atuou em diferentes dioceses do país e ocupou os cargos de arcebispo de Maringá (PR) e de Brasília (DF).

Em 2011, foi nomeado pelo papa Bento XVI para liderar o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, órgão da Santa Sé responsável pelo acompanhamento das congregações religiosas em todo o mundo. No mesmo ano, recebeu o título de cardeal.

Ao longo de sua trajetória, participou de importantes decisões da Igreja Católica e tornou-se uma das principais referências brasileiras no Vaticano, colaborando diretamente com diferentes pontífices.

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