Operação prende suspeitos de homicídio com sinais de tortura em Cáceres
Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra investigados por homicídio qualificado ocorrido em Cáceres. Três suspeitos foram presos e um segue foragido.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (22), a Operação Restitutio Legis para cumprir mandados de prisão preventiva contra investigados por um homicídio qualificado ocorrido há cerca de 10 dias em Cáceres.
As diligências foram conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres e resultaram na prisão de três suspeitos. Um quarto investigado segue foragido.
Ao todo, a Justiça expediu quatro mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, autorizados pela 1ª Vara Criminal de Cáceres.
O crime vitimou José Joseney da Silva, de 33 anos, encontrado morto no dia 12 de maio em uma área de mata próxima ao antigo frigorífico do município.
Segundo a investigação, a vítima apresentava sinais de tortura, com mãos e pés amarrados e marcas de extrema violência.
Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica estiveram no local e constataram que a morte havia ocorrido poucos minutos antes da chegada das forças policiais.
Na ocasião, os policiais realizaram buscas e detiveram suspeitos envolvidos no crime. Também foram apreendidos um simulacro de arma de fogo escondido em uma manilha e outros materiais utilizados na ação criminosa.
Os suspeitos chegaram a ser autuados em flagrante, mas foram liberados posteriormente em audiência de custódia.
No entanto, em decisão proferida no dia 20 de maio, a Justiça reverteu o relaxamento do flagrante após recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso.
Segundo o magistrado responsável pelo caso, a permanência dos investigados em liberdade representava risco à ordem pública diante da possibilidade de novos crimes relacionados ao grupo criminoso.
Com isso, três dos suspeitos foram presos novamente durante a operação.
As diligências continuam para localizar o quarto envolvido. Informações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia da Polícia Civil, no número 197.


