Operação prende quatro suspeitos de homicídio e apreende adolescente em MT
Vítima de 26 anos foi morta com golpes de arma branca em Guarantã do Norte. Polícia aponta possível ligação do crime com disputas entre facções.

Quatro pessoas foram presas em flagrante e um adolescente de 17 anos foi apreendido durante a Operação Palam, deflagrada pela Polícia Civil neste sábado (7), em Guarantã do Norte. Os investigados são apontados como integrantes de um grupo criminoso envolvido no assassinato de um homem de 26 anos.
Os suspeitos presos têm entre 18 e 22 anos e foram autuados por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. O adolescente deverá responder por ato infracional análogo aos mesmos crimes.
O homicídio ocorreu na noite de sexta-feira (6), em uma via pública do bairro Jardim Itália. Conforme as investigações, a vítima teria sido atraída para o local e surpreendida por três criminosos. Ao perceber a emboscada, tentou fugir, mas foi alcançada e morta com diversos golpes de arma branca.
Após tomar conhecimento do crime, equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, iniciaram as diligências. Em menos de 24 horas, os investigadores identificaram os principais envolvidos, reconstruíram a dinâmica da execução e localizaram os suspeitos apontados como integrantes do núcleo responsável pela ação.
Durante a apuração, os policiais também identificaram a participação de uma mulher que teria auxiliado na preparação da emboscada. Segundo os elementos reunidos, ela teria acompanhado a vítima, contribuído para mantê-la no local e colaborado com a logística do grupo.
Um adolescente também teria sido utilizado para ajudar a atrair a vítima até o ponto escolhido pelos executores.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, os indícios apontam que o homicídio pode estar relacionado a disputas entre facções criminosas.
“A vítima já havia sido alvo de outras tentativas de homicídio, circunstância que reforça a linha investigativa relacionada à atuação de grupos criminosos rivais”, explicou o delegado.
Ainda conforme a Polícia Civil, durante a abordagem, dois investigados destruíram os próprios aparelhos celulares, em uma tentativa de impedir a coleta de mensagens, contatos e outros possíveis elementos de prova.
As investigações continuam para esclarecer a participação individual de cada envolvido, identificar possíveis conexões com outros integrantes da organização criminosa e apurar se houve ordens ou determinações para a execução do homicídio.
O nome da operação, Palam, tem origem latina e significa “às claras”, “abertamente” ou “à vista de todos”. Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência ao trabalho investigativo que permitiu esclarecer a dinâmica do crime e identificar os envolvidos.


