Vigilância viral

Mato Grosso identifica nova variante da Influenza A (H3N2)

Lacen-MT confirmou circulação de nova variante da Influenza A (H3N2) em amostras coletadas em Cuiabá e Várzea Grande. SES reforça importância da vacinação contra gripe.

Por Matheus Marques 23/05/2026 às 10:00 2 min de leitura

O Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso identificou a circulação de uma nova variante da Influenza A (H3N2) no Estado.

A análise genética foi realizada pelo Instituto Adolfo Lutz em quatro amostras coletadas nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande entre fevereiro e março deste ano.

A variante, denominada pela Organização Mundial da Saúde como A (H3N2) J.2.4.1, subclado K, apresenta rápida expansão desde agosto de 2025 em diversos países e já circula em todas as regiões do Brasil.

Segundo as autoridades de saúde, não há evidências de maior gravidade clínica relacionada à variante.

A diretora do Lacen-MT, Elaine de Oliveira, explicou que o laboratório envia mensalmente amostras para análise genética em São Paulo.

“A detecção em Mato Grosso é importante porque demonstra a circulação local de um subclado de H3N2 em expansão nacional e internacional. Isso reforça a importância da vigilância genômica para acompanhar a evolução genética, possível substituição de linhagens e impacto epidemiológico em casos de síndrome gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”, afirmou.

O subclado K da Influenza A também já foi identificado em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, entre outros.

Segundo Elaine de Oliveira, a variante não representa um vírus novo, mas sim uma alteração genética recente da H3N2.

Ela destacou que a vacina contra a influenza continua sendo a principal forma de prevenção, especialmente contra casos graves, hospitalizações e mortes.

A vacinação está disponível gratuitamente nos postos de saúde para grupos prioritários, incluindo idosos, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades, profissionais da saúde, professores e integrantes das forças de segurança.

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