Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Retirada das Restrições

Justiça determina desbloqueio de bens ligados à Operação Arca de Noé

A Operação Arca de Noé foi deflagrada pela Polícia Federal em 2002 e investigou um esquema de desvio de recursos públicos na ALMT

Publicado em

Judiciário

Crédito:MidiaJur

A Vara de Ações Coletivas de Cuiabá determinou a retirada das restrições que incidiam sobre imóveis de investigados no âmbito da Operação Arca de Noé, deflagrada em 2002 para apurar suspeitas de desvios de recursos públicos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A decisão foi assinada pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques e publicada nesta quinta-feira (16).

A medida beneficia José Geraldo Riva, Humberto Bosaipo e outros três investigados, após o encerramento definitivo da ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. O processo tinha como objetivo a responsabilização e o ressarcimento de supostos prejuízos ao erário, mas teve os pedidos julgados improcedentes.

A sentença transitou em julgado em 15 de setembro de 2025, quando não cabiam mais recursos, encerrando formalmente a ação judicial.

Com o fim do processo, os envolvidos passaram a solicitar a liberação de bens que haviam sido bloqueados durante a investigação. Riva pediu a retirada da restrição de um imóvel registrado em cartório no município de Tabaporã, enquanto Guilherme da Costa Garcia requereu a liberação de dois imóveis no 5º Ofício de Cuiabá. Segundo informações cartorárias, as restrições foram inseridas via Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB), permanecendo ativas no sistema mesmo após o encerramento do processo.

Ao analisar os pedidos, o juiz explicou que a decisão anterior não havia determinado expressamente a expedição de ofícios para a baixa das restrições, o que motivou a atuação da Vara para regularizar a situação. Com isso, foi determinado o cancelamento das indisponibilidades nos sistemas CNIB e RENAJUD.

“Assim sendo, defiro os pedidos contidos nas petições de Id. 202846902 e de Id. 224121299, pelo que procedi, nesta data, com o cancelamento das indisponibilidade por meio dos Sistemas CNIB e RENAJUD”, registrou o magistrado.

Com a decisão, as partes serão notificadas e, após as atualizações cadastrais, o processo será arquivado.

A Operação Arca de Noé foi deflagrada pela Polícia Federal em 2002 e investigou um esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, supostamente liderado pelo então bicheiro João Arcanjo Ribeiro. As apurações apontaram a participação de ex-parlamentares e outros envolvidos em um esquema que teria movimentado cerca de R$ 1,2 milhão entre os anos de 2000 e 2002, por meio de empresas de fachada e emissão de cheques da própria Assembleia.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Judiciário

Justiça suspende despejo em Cuiabá após ação parlementar

Em manifestação pública, Max Russi afirmou que a decisão traz alívio às famílias atingidas

Publicados

em

Crédito:Anny Gondim/Assessoria

A Justiça determinou a suspensão da desocupação de 656 famílias que vivem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, localizados na região do Porto, em Cuiabá. A medida foi tomada após atuação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), que apresentou pedido formal à Corregedoria-Geral da Justiça.

A decisão foi recomendada nesta sexta-feira (17) pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, ao juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível da Capital. No despacho, foi determinado que qualquer medida de desocupação coletiva fique suspensa até a conclusão da análise técnica e social do caso.

O processo também foi encaminhado à Comissão Regional de Soluções Fundiárias, responsável por avaliar situações de conflito fundiário com grande impacto social e propor alternativas à reintegração de posse.

A determinação judicial segue orientações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomendam a adoção de procedimentos humanizados em casos de despejos coletivos, com foco na proteção de famílias em situação de vulnerabilidade.

Cronologia da decisão

  • Manhã do dia 17 de abril: o deputado Max Russi aciona a procuradoria da ALMT e formaliza pedido de intervenção junto à Corregedoria-Geral da Justiça para suspensão do despejo.
  • Durante o dia 17 de abril: o pedido é analisado pela Corregedoria e encaminhado ao Judiciário.
  • Tarde de 17 de abril: o corregedor-geral da Justiça recomenda a suspensão da desocupação ao juiz responsável pelo caso.
  • Após a decisão: o processo é enviado à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para avaliação técnica e social das famílias envolvidas.

Em manifestação pública, Max Russi afirmou que a decisão traz alívio às famílias atingidas. “Entramos logo cedo com a nossa procuradoria e o pedido foi acolhido. É uma decisão que traz tranquilidade para quem estava vivendo momentos de angústia”, disse.

Com a suspensão, o caso seguirá em análise, incluindo levantamento socioeconômico das famílias e articulação entre órgãos públicos para buscar alternativas habitacionais antes de qualquer nova deliberação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

CIDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA