Pesquisa Nacional de Saúde

IBGE e Ministério da Saúde lançam maior mapeamento de hábitos e doenças crônicas do país

Com visitas a mais de 140 mil domicílios, estudo inédito vai coletar biomarcadores na população acima de 35 anos para avaliar o impacto de doenças e orientar o SUS

Por Camila Almeida 04/07/2026 às 19:30 2 min de leitura

O que você come, como você se cuida e a qualidade do atendimento médico que recebe vão virar dados oficiais para os próximos anos. A partir da próxima segunda-feira (6/7), pesquisadores vão bater à porta de milhares de brasileiros para dar início à terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), um esforço conjunto entre o IBGE e o Ministério da Saúde que serve como base para desenhar as Santas Casas, postos de saúde e campanhas de vacinação do futuro.

Mais do que um simples questionário, a edição deste ano traz um laboratório para dentro de casa. Pela primeira vez, moradores acima de 35 anos farão exames de sangue e urina para rastrear uma série de indicadores de saúde diretamente na amostra.

O mapeamento vai focar em quatro pilares principais:

  • Estilo de vida: Hábitos alimentares, sedentarismo e rotina dos moradores.
  • Acesso médico: Como a população utiliza e avalia os serviços de saúde públicos e privados.
  • Envelhecimento: Atenção especial às condições de vida e principais demandas da terceira idade.
  • Doenças crônicas: Monitoramento de condições de longo prazo e fatores de risco.

O que muda nos exames desta edição?

A grande inovação metodológica de 2026 está na coleta de biomarcadores (indicadores biológicos medidos em exames). Na prática, a pesquisa vai analisar de perto:

  • Nutrição e rins: Níveis de sódio, potássio, creatinina e ácido úrico.
  • Coração e diabetes: Colesterol e hemoglobina glicada (que mede o açúcar no sangue).
  • Contaminação ambiental: Presença de metais pesados no organismo, como chumbo e mercúrio.
  • Sorologia: Testes para identificar se o paciente já teve Chikungunya.

Histórico da pesquisa

A PNS começou a desenhar esse mapa da saúde nacional em 2013. Ela nasceu para ampliar e aprofundar os dados que antes eram coletados de forma mais superficial pelos antigos suplementos de saúde da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), cuja última atualização nesse formato havia ocorrido em 2008. Os dados gerados agora servem tanto para a gestão do SUS quanto para o cumprimento de metas internacionais do Brasil.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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