Guerra no Oriente Médio

Governo já gastou R$ 7 bilhões em subsídios para segurar preços do diesel e gás de cozinha

Repasses para conter disparada nas bombas são bancados por taxa cobrada sobre exportação de petróleo

Por Camila Almeida 04/08/2026 às 19:30 2 min de leitura

O impacto da guerra no Oriente Médio no bolso dos motoristas e das famílias brasileiras continua exigindo um alívio milionário dos cofres públicos. Para evitar que a disparada do petróleo internacional chegue com força total às bombas e aos supermercados, o governo federal já destinou mais de R$ 7 bilhões para subsidiar o diesel, o gás de cozinha e a gasolina.

O balanço divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra que a tentativa de encerrar os descontos precisou ser abortada após o barril da commodity voltar a subir de patamar, ultrapassando a marca dos US$ 90.

Como funcionam os descontos no bolso do consumidor

Os valores abatidos diretamente na cadeia de distribuição ajudam a conter o efeito cascata da inflação no transporte de cargas e no orçamento doméstico:

  • Óleo Diesel: Desconto de R$ 1,12 por litro (já consumiu R$ 7 bilhões do orçamento).
  • Gás de Cozinha (GLP): Abatimento de R$ 11,05 por botijão de 13 kg, equivalente a R$ 850 por tonelada (soma R$ 43 milhões em repasses).
  • Gasolina: Subsídio temporário de R$ 0,44 por litro, renovado com previsão de R$ 1,2 bilhão em gastos até agosto.

De onde vem o dinheiro e para onde ele vai

A conta não sai do Tesouro direto, mas sim do imposto de exportação de 12% cobrado sobre as grandes petroleiras. Como domina o mercado nacional, a Petrobras concentrou a maior fatia do socorro, somando R$ 6,2 bilhões recebidos apenas no último mês.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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