Dia do Padre

Sacerdotes da Arquidiocese de Cuiabá colocam seus talentos a serviço da Igreja

Na Arquidiocese de Cuiabá, atualmente, são 64 sacerdotes diocesanos

Por Valdemar Félix 04/08/2026 às 20:30 5 min de leitura

No dia 4 de agosto, a Igreja Católica celebra o Dia do Padre, data dedicada a homenagear os sacerdotes que, inspirados pelo exemplo de São João Maria Vianney, padroeiro dos padres, dedicam suas vidas ao anúncio do Evangelho, à celebração dos sacramentos e ao cuidado do povo de Deus.

Na Arquidiocese de Cuiabá, atualmente, são 64 sacerdotes diocesanos. Muitos deles foram formados pelo Seminário Maior Cristo Rei, em Várzea Grande, enquanto outros realizaram sua formação em diferentes regiões do Brasil e do exterior, sempre preservando o legado e a espiritualidade sonhados por Dom Orlando Chaves.

Além do clero diocesano, a Arquidiocese conta com 47 sacerdotes religiosos, pertencentes a 12 congregações e institutos, entre eles Jesuítas, Franciscanos, Saletinos, Salesianos entre outras. São diferentes carismas e formas de viver a mesma vocação sacerdotal, enriquecendo a missão evangelizadora da Igreja.

Além da intensa formação filosófica e teológica exigida para o sacerdócio, muitos desses padres trazem experiências profissionais adquiridas antes de ingressarem no seminário. Suas trajetórias demonstram que a vocação sacerdotal não elimina os dons e conhecimentos adquiridos ao longo da vida; ao contrário, coloca-os a serviço da evangelização.

O padre Renan Cunha, jornalista, utiliza sua experiência na comunicação social para fortalecer seu trabalho pastoral, especialmente junto à juventude.

Outro destaque é o padre Gildásio Mendes, religioso salesiano, diretor do Colégio Salesiano Santo Antônio e mestre em Jornalismo. Sua sólida formação acadêmica, aliada ao trabalho pastoral, faz dele uma referência na comunicação e na educação, sendo reconhecido não apenas na Arquidiocese de Cuiabá, mas também em outras regiões do país.

Também se destacam os padres Francisco Amaral e Rosimar Dias, ambos psicólogos. A formação em Psicologia soma-se ao ministério sacerdotal, proporcionando uma escuta qualificada, sensível e humana às pessoas que buscam orientação espiritual, apoio emocional e acolhimento.

Outra história marcante é a do padre Elber Bravin, que, antes de ingressar no seminário, atuou como policial. A experiência na segurança pública permitiu-lhe conhecer de perto diferentes realidades sociais e os desafios enfrentados pela população. Hoje, como sacerdote, continua exercendo uma missão de proteção e cuidado, conduzindo as pessoas ao encontro com Cristo e promovendo a cultura da paz, da esperança e da reconciliação.

Quem também possui uma trajetória singular é o padre Oscar Joaquim, que trabalhou como guarda municipal de Cuiabá antes de responder ao chamado vocacional. A disciplina, o compromisso com o serviço público e a dedicação à comunidade permanecem presentes em seu ministério sacerdotal, marcado pela proximidade com os fiéis e pelo espírito de serviço.

Os padres Diogo Monteiro e Félix Almeida, além do Frei André Nascimento, concluíram o curso de Direito e até atuaram na área. Hoje, colocam esse conhecimento a serviço da Igreja e da promoção da justiça, defendendo, sobretudo, a dignidade humana, os mais necessitados e a causa do Evangelho.

Já os padres Júlio Paulino, Paulo Sérgio e Renan Melo possuem formação em Administração, contribuindo significativamente para a gestão administrativa e pastoral da Arquidiocese de Cuiabá.

Essas e tantas outras histórias demonstram que Deus chama homens das mais diversas realidades e profissões. A vocação sacerdotal não apaga a história de cada um; ao contrário, transforma as experiências vividas em instrumentos de evangelização, fortalecendo a missão da Igreja em seus diferentes campos de atuação.

Após a ordenação, os sacerdotes são incentivados a continuar sua formação permanente. Muitos dedicam-se ao ensino e à formação dos futuros padres; outros aprofundam seus estudos em universidades brasileiras e estrangeiras para assumirem importantes missões na organização eclesial.

É o caso do padre Alessandro Barros, que está concluindo seus estudos em Roma, onde cursa mestrado em Teologia Dogmática Sacramentária na Pontifícia Universidade Santo Anselmo. Ao retornar, contribuirá para o aprofundamento da formação teológica e dos estudos sobre os sacramentos na Arquidiocese.

Entre os padres que foram formados para servir mais e melhor na Arquidiocese de Cuiabá estão: padre Luilson Sávio, Mestre em História da Igreja e Mestrando em Direito Canônico; padre Tony Moreira, Doutor em Pedagodia; padre Rosimar Dias, Doutor em Psicologia; padre Wagner Stephan, Doutor em Filosofia; padre Felisberto Samoel, Mestre em História Eclesiástica; padre Elilzo Marques, Mestre em Catequese; padre Orivaldo Egídio, Mestre em Teologia-Sistemático Pastoral; padre Paulo Ricardo, Mestre em Direito Canônico; padre Antônio Edseu, Mestre em Teologia Pastoral; padre Overland de Morais, Mestre em Teologia Dogmática e padre Elber Bravin, Mestrando em Direito Canônico.

Em tempos de intensa presença digital, a Arquidiocese de Cuiabá também se destaca como referência na evangelização por meio das plataformas digitais. Sacerdotes como padre Francisco Amaral, padre Tony Moreira, padre Overland de Morais, padre Paulo Ricardo e padre Pedro Faustino utilizam as redes sociais e os meios de comunicação para anunciar o Evangelho, aproximando a Igreja dos fiéis e alcançando milhares de pessoas diariamente.

Neste Dia do Padre, a Arquidiocese de Cuiabá rende graças a Deus pelo dom da vida e da vocação de cada sacerdote. Mais do que desempenhar uma profissão, eles abraçaram uma missão de entrega, serviço e amor ao próximo. Esses e outros tantos padres da Arquidiocese: historiadores

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