Gisa Barros chama Bruno Rios de “moleque e mentiroso” e aponta falhas em projetos na Câmara de VG
Gisa também criticou a postura do parlamentar e afirmou que esse tipo de manifestação desrespeita os demais vereadores

A sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande, nesta terça-feira (27), foi marcada por um confronto verbal entre a vereadora Gisa Barros (Podemos) e o vereador Bruno Lins Rios (PL). Durante o pronunciamento, Gisa chamou o colega de “moleque e mentiroso” e o acusou de usar a tribuna para criar polêmicas e produzir conteúdo para as redes sociais.
“Bruno, você é um moleque, mentiroso e tem essa fama na cidade. Você tem o costume de vir fazer show aqui nesta tribuna e sair correndo igual um moleque”, declarou a vereadora.
Gisa também criticou a postura do parlamentar e afirmou que esse tipo de manifestação desrespeita os demais vereadores e pode prejudicar a imagem do Legislativo perante a população.
Além do confronto, a vereadora apontou falhas em projetos encaminhados pela Prefeitura à Câmara. Segundo ela, cerca de oito propostas apresentavam problemas na documentação, incluindo a ausência de matrículas necessárias para a análise das matérias.
A parlamentar também criticou a preparação dos documentos pela administração municipal e afirmou que integrantes das comissões precisaram corrigir as propostas para permitir o andamento dos processos legislativos.
“Praticamente todos nós da comissão arrumamos, porque a gestão tem membros ineficientes que não sabem sequer o que precisa dentro de um projeto para ser protocolado nesta Casa”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a tramitação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores municipais. Gisa declarou que os próprios vereadores precisaram refazer propostas para viabilizar o andamento das matérias.
“Os projetos dos PCCS fomos nós que refizemos”, disse.
Ao voltar a criticar Bruno Rios, a vereadora afirmou que precisou reorganizar 21 projetos após a passagem do parlamentar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo ela, as pendências deixadas durante a atuação do colega no colegiado exigiram uma reorganização posterior dos trabalhos.
“Você perdeu 21 projetos que eu tive que reorganizar posteriormente à sua passagem pela CCJ”, declarou.
Gisa também contestou a alegação de que a Câmara estaria dificultando a aprovação de propostas de interesse do Executivo municipal e desafiou os parlamentares a apontarem quais projetos da Prefeitura teriam sido rejeitados pela Casa.
O episódio evidenciou divergências entre os vereadores sobre a condução dos trabalhos legislativos, a qualidade dos projetos encaminhados pelo Executivo e a responsabilidade pela tramitação das matérias. No relato da sessão, não há manifestação de Bruno Rios em resposta às acusações feitas pela colega.


