Executor confesso de advogado é condenado a 33 anos de prisão
Além da condenação pelo homicídio, Alex também foi sentenciado por fraude processual, com pena de 8 meses de detenção e multa, e por organização criminosa, recebendo 4 anos e 6 meses de reclusão, além de multa

O Tribunal do Júri condenou, na noite desta quarta-feira (15), o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva a 33 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Renato Nery.
A sentença foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, após o Conselho de Sentença reconhecer Alex como culpado pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e organização criminosa.
Além da condenação pelo homicídio, Alex também foi sentenciado por fraude processual, com pena de 8 meses de detenção e multa, e por organização criminosa, recebendo 4 anos e 6 meses de reclusão, além de multa.
Alex é o primeiro dos seis denunciados a sentar no banco dos réus pela morte do advogado e ex-presidente da OAB-MT Renato Nery. O jurista foi morto a tiros no dia 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.
Durante o interrogatório, o réu confessou ter efetuado os disparos que mataram o advogado, mas afirmou que agiu sozinho e isentou os supostos mandantes e os demais investigados.
Segundo ele, decidiu cometer o crime por iniciativa própria após ouvir do amigo, o policial militar da Rotam Heron Teixeira Pena Vieira, que “iriam pagar R$ 200 mil” para matar o advogado.
A versão apresentada em plenário, no entanto, contraria a investigação conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com o inquérito, os empresários de Primavera do Leste Julinere Bentos Goulart e César Jorge Sechi seriam os mandantes do crime. A motivação seria uma disputa judicial envolvendo uma área rural avaliada em mais de R$ 30 milhões.
Ainda conforme a investigação, para executar o homicídio, o casal teria contratado os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira, que teriam planejado a ação e recrutado Alex para atuar como executor.
Os demais denunciados ainda aguardam julgamento.


