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Alta nos custos

Custo do algodão sobe e pressiona produtor em MT

o custo total da cultura, que inclui outras despesas além do custeio direto, também apresentou crescimento de 1,56%

Publicado em

Economia

Foto: Sedec

O custo para produzir algodão em Mato Grosso na safra 2026/2027 registrou aumento de 2,64% em apenas um mês, atingindo R$ 10.531,50 por hectare. Os dados são do projeto CPA-MT, desenvolvido em parceria entre o Senar-MT e o Imea.

A elevação foi impulsionada principalmente pelos fertilizantes e corretivos, que tiveram alta de 6,27% em relação a fevereiro. O avanço nos preços está ligado à restrição na oferta de insumos e ao aumento dos custos logísticos, influenciados por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Com isso, o custo total da cultura, que inclui outras despesas além do custeio direto, também apresentou crescimento de 1,56% no período, chegando a R$ 18.630,38 por hectare.

Outro ponto de atenção é a comparação com a safra anterior. Em fevereiro, a estimativa para o ciclo 2026/2027 ainda estava 0,67% abaixo da safra 2025/2026. No entanto, em março, o cenário se inverteu, e o custo atual já aparece 0,88% acima do registrado no ciclo passado.

Diante desse contexto, a análise técnica aponta que o aumento nos custos, especialmente com fertilizantes e corretivos, tende a reduzir a margem de rentabilidade do produtor, sobretudo em um período de maior demanda por insumos.

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Economia

Mulheres avançam no emprego, mas desigualdade salarial persiste

Emprego feminino cresce 11%, mas mulheres ainda ganham 21,3% menos que homens, aponta relatório do governo

Publicados

em

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A participação feminina no mercado de trabalho cresceu no Brasil, mas a desigualdade salarial segue praticamente no mesmo patamar. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o número de mulheres empregadas passou de 7,2 milhões para 8 milhões — um aumento de 11%, o equivalente a cerca de 800 mil novas trabalhadoras.

Crescimento com recorte racial

O avanço foi ainda mais expressivo entre mulheres negras (pretas e pardas), com alta de 29% no número de ocupadas:

  • De 3,2 milhões
  • Para 4,2 milhões

O dado aponta ampliação de oportunidades, mas não elimina desigualdades históricas.

Diferença salarial persiste

Mesmo com mais mulheres empregadas, a renda continua desigual. Hoje, mulheres ganham, em média, 21,3% a menos que homens em empresas privadas com 100 ou mais funcionários. Para comparação:

  • 2023: diferença de 20,7%
  • Atual: 21,3%

No salário mediano de contratação:

  • Subiu de 13,7% para 14,3%
  • Variação considerada estável

Como os dados foram calculados

O levantamento faz parte do 5º Relatório de Transparência Salarial e usa dados da Relação Anual de Informações Sociais. Foram analisados cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados.

Médias nacionais:

  • Salário médio: R$ 4.594,89
  • Salário mediano: R$ 2.295,36

Participação na renda ainda é menor

As mulheres já representam 41,4% dos empregos, mas ficam com apenas 35,2% da massa de rendimentos. Para equilibrar essa diferença, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos femininos. O relatório também aponta melhorias em políticas internas:

  • Jornada flexível
  • Auxílio-creche
  • Licenças parentais ampliadas
  • Planos de cargos e salários

Além disso, cresceu o número de empresas com menor desigualdade salarial.

Diferenças entre estados

A desigualdade varia bastante pelo país.

Menor diferença salarial:

  • Acre
  • Piauí
  • Distrito Federal
  • Ceará
  • Pernambuco
  • Alagoas
  • Amapá

Maior diferença salarial:

  • Espírito Santo
  • Rio de Janeiro
  • Paraná

O que diz a lei

O relatório faz parte da aplicação da Lei nº 14.611/2023, que determina a transparência salarial em empresas com 100 ou mais empregados. A legislação busca reduzir a desigualdade de remuneração, combater discriminação e ampliar a participação feminina no mercado.
*Com informações de Agênciaa Brasil

*Sob supervisão de Gene Lannes

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