Defesa Civil alerta municípios de MT para seca mais intensa com El Niño
Fenômeno deve reduzir as chuvas e aumentar o risco de incêndios, problemas de saúde e impactos no abastecimento de água

A Defesa Civil de Mato Grosso intensificou as orientações aos municípios para enfrentar os impactos do fenômeno El Niño, previsto para influenciar o clima do Estado durante o segundo semestre de 2026. As projeções indicam um período de estiagem mais severo, com redução das chuvas, aumento das temperaturas e maior risco de incêndios florestais.
As ações incluem reuniões técnicas, monitoramento das condições climáticas e capacitações voltadas aos coordenadores municipais de Defesa Civil.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e afeta os regimes de chuva em diversas regiões do planeta.
Em Mato Grosso, a previsão é de diminuição das precipitações entre junho e agosto, acompanhada de temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor.
Segundo a Defesa Civil, o cenário favorece o aumento dos focos de incêndio, principalmente em áreas do Cerrado e do Pantanal, biomas que tradicionalmente sofrem com os efeitos da estiagem. Os meses de julho e agosto devem concentrar os impactos mais severos do fenômeno.
Possíveis impactos
Além do aumento do risco de queimadas, o El Niño pode provocar reflexos em diferentes setores. Entre os principais impactos previstos estão:
- Redução da disponibilidade de água;
- Pressão sobre os sistemas de abastecimento;
- Prejuízos à produção agrícola;
- Aumento de doenças respiratórias;
- Maior demanda por atendimentos na rede de saúde.
A combinação entre baixa umidade do ar e fumaça proveniente de incêndios é apontada como um dos principais fatores de preocupação para a saúde da população.
Medidas preventivas
A orientação da Defesa Civil é que os municípios reforcem as ações de preparação antes do período mais crítico da seca. As recomendações incluem:
- Revisão dos planos de contingência;
- Avaliação da segurança hídrica e da capacidade de abastecimento;
- Intensificação de campanhas de conscientização sobre o uso do fogo;
- Fortalecimento da atenção básica em saúde;
- Avaliação da capacidade de atendimento da rede hospitalar.
Os municípios também foram orientados a manter o monitoramento constante das condições climáticas e dos focos de calor, especialmente em áreas consideradas mais vulneráveis aos efeitos da estiagem.
Segundo a Defesa Civil, a adoção antecipada dessas medidas pode reduzir os impactos do fenômeno e aumentar a capacidade de resposta das cidades durante o período de seca.
*Sob supervisão de Gene Lannes


