CPI JAZIGOS

Câmara de Sinop instaura CPI para apurar suposto esquema de venda irregular de jazigos em cemitério municipal

O pedido de abertura da CPI foi apresentado pelo vereador Enio da Brígida, que afirmou ter recebido diversas denúncias em seu gabinete

Por Eder Pereira 04/07/2026 às 13:30 2 min de leitura

A Câmara Municipal de Sinop instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de um suposto esquema de comercialização irregular de terrenos, jazigos e sepulturas no Cemitério Municipal. A comissão terá a missão de apurar possíveis vendas ilegais de espaços públicos, além da eventual participação de servidores municipais e pessoas sem vínculo com a administração.

Os trabalhos também irão analisar os procedimentos adotados pelo município para a administração do cemitério, verificar a existência de pagamentos relacionados às negociações — inclusive por meio de transferências via PIX — e identificar possíveis falhas nos mecanismos de fiscalização e controle.

O pedido de abertura da CPI foi apresentado pelo vereador Enio da Brígida, que afirmou ter recebido diversas denúncias em seu gabinete. Segundo o parlamentar, famílias relataram ter pago diretamente a terceiros para adquirir terrenos no cemitério, com valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 20 mil.

Ainda conforme Enio da Brígida, os primeiros indícios do suposto esquema foram encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Civil em março do ano passado. Entre os documentos entregues aos órgãos de investigação estariam comprovantes de transferências via PIX e documentos que teriam sido utilizados para conferir aparência de legalidade às negociações.

A composição da CPI foi definida pela Portaria nº 156/2026, lida durante a sessão da Câmara realizada na última segunda-feira. Integram a comissão os vereadores Elbio Volkweis, Enio da Brígida, Gilsimar Silva, Rodrigo Gargantini, Sandra Donato, Toninho Bernardes e Zezinho Construtor. A escolha do presidente e do relator ficará a cargo dos próprios membros da comissão.

O prazo inicial para a conclusão das investigações é de 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 120 dias mediante aprovação do plenário. Durante os trabalhos, a CPI contará com o suporte da Secretaria Legislativa e da Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal.

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