Câmara de Cuiabá rejeita projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027
Ao anunciar o resultado, a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), declarou oficialmente a rejeição da matéria

A Câmara de Cuiabá rejeitou por 12 votos favoráveis e oito contrários, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027. A proposta precisava de, no mínimo, 14 votos para ser aprovada.
Ao anunciar o resultado, a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), declarou oficialmente a rejeição da matéria.
“Declaro rejeitado em segunda votação o projeto de lei que se encontra nos autos do processo 26.311/2026. Não alcançou o quórum de maioria absoluta”, afirmou a presidente, ressaltando que a exigência está prevista no artigo 104 da Lei Orgânica do Município.
A não aprovação do projeto da LDO impede que o recesso seja convocado até que exista uma definição sobre as diretrizes orçamentárias do município.
O projeto previa uma arrecadação de R$ 5,07 bilhões para 2027, crescimento de 3,1% em relação à receita estimada para este ano, de R$ 4,92 bilhões.
A votação ocorreu durante sessão extraordinária convocada antes do início do recesso parlamentar. Após a proclamação do resultado, a matéria não chegou a ser debatida em plenário. Vereadores da base do prefeito Abilio Brunini (PL) deixaram a sessão logo após a votação, o que provocou a falta de quórum para a continuidade dos trabalhos.
Votaram contra o projeto os vereadores Dídimo Vovô (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Alex Rodrigues (Podemos), Daniel Monteiro (Republicanos), Ilde Taques (Podemos), Katiuscia Mantelli (Podemos), Jefferson Siqueira (PSD) e Dra. Mara (Podemos).
Votaram favoravelmente Michelly Alencar (União Brasil), Marcus Brito Júnior (PV), Samantha Íris (PL), Marcrean Santos (MDB), Tenente-Coronel Dias (Cidadania), Cezinha Nascimento (União Brasil), Demilson Nogueira (PP), Professor Mário Nadaf (PV), Adevair Cabral (Solidariedade), Kássio Coelho (Podemos), Rafael Ranalli (PL) e Wilson Kero Kero (Democracia Cristã).
Os vereadores Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Maria Avalone (PSDB), Sargento Joelson (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos) e Dilemário Alencar (União Brasil) se abstiveram.


