Robusta Amazônico

Café produzido por indígenas em Rondolândia ganha 5 prêmios no 1º Concurso de Qualidade de MT

Grãos cultivados pelo povo Paiter Suruí dominam as categorias principais de evento que reuniu mais de 500 pessoas em Juína

Por Camila Almeida 02/11/2026 às 19:00 2 min de leitura

A riqueza e o sabor do café cultivado por comunidades indígenas colocaram Mato Grosso no mapa dos grãos de alta qualidade. No último sábado (31/10), o café produzido por indígenas no município de Rondolândia conquistou cinco premiações no 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso, realizado em Juína.

O evento reuniu mais de 500 participantes e contou com feira de expositores da agricultura familiar, trazendo doces, queijos e produtos regionais para celebrar o fortalecimento da cafeicultura no Estado.

Produtores indígenas no topo do pódio

Os grandes destaques da competição foram os cafeicultores Miguel Suruí e Rafael Gameb Suruí, da etnia Paiter Suruí, que representaram Rondolândia e a cooperativa local (Coopaiter):

  • Miguel Suruí: Arrematou o 1º lugar nas categorias Café Premiado e Excelência Suprema, este último concedido ao melhor grão entre todos os concorrentes da disputa;
  • Rafael Gameb Suruí: Garantiu a 2ª colocação em ambas as categorias, reforçando a visibilidade do trabalho da cooperativa indígena.

Incentivo ao Robusta Amazônico e retrospectiva

Organizado pelo Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf-MT), em parceria com o Sebrae-MT e apoio técnico da Empaer, o concurso busca promover o café Robusta Amazônico nos mercados regional, nacional e internacional.

A trajetória do evento reflete a tradição da cultura no Estado:

  • Início em Colniza: Lançado em junho no município que lidera a produção estadual de café;
  • Encerramento em Juína: Sede da final da edição, valorizando uma cidade com histórico marcante na cafeicultura desde o fim dos anos 1980 e década de 1990.

A força da cafeicultura em Mato Grosso

O setor vive um momento de forte expansão no território mato-grossense. Atualmente, o Estado conta com 29 municípios produtores e mais de 400 famílias dedicadas ao cultivo.

Nesta edição de estreia, produtores de 16 cidades diferentes inscreveram suas amostras, comprovando o alto potencial de crescimento e valorização do café local.

*Sob supervisão de Gene Lannes

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