Café produzido por indígenas em Rondolândia ganha 5 prêmios no 1º Concurso de Qualidade de MT
Grãos cultivados pelo povo Paiter Suruí dominam as categorias principais de evento que reuniu mais de 500 pessoas em Juína

A riqueza e o sabor do café cultivado por comunidades indígenas colocaram Mato Grosso no mapa dos grãos de alta qualidade. No último sábado (31/10), o café produzido por indígenas no município de Rondolândia conquistou cinco premiações no 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso, realizado em Juína.
O evento reuniu mais de 500 participantes e contou com feira de expositores da agricultura familiar, trazendo doces, queijos e produtos regionais para celebrar o fortalecimento da cafeicultura no Estado.
Produtores indígenas no topo do pódio
Os grandes destaques da competição foram os cafeicultores Miguel Suruí e Rafael Gameb Suruí, da etnia Paiter Suruí, que representaram Rondolândia e a cooperativa local (Coopaiter):
- Miguel Suruí: Arrematou o 1º lugar nas categorias Café Premiado e Excelência Suprema, este último concedido ao melhor grão entre todos os concorrentes da disputa;
- Rafael Gameb Suruí: Garantiu a 2ª colocação em ambas as categorias, reforçando a visibilidade do trabalho da cooperativa indígena.
Incentivo ao Robusta Amazônico e retrospectiva
Organizado pelo Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf-MT), em parceria com o Sebrae-MT e apoio técnico da Empaer, o concurso busca promover o café Robusta Amazônico nos mercados regional, nacional e internacional.
A trajetória do evento reflete a tradição da cultura no Estado:
- Início em Colniza: Lançado em junho no município que lidera a produção estadual de café;
- Encerramento em Juína: Sede da final da edição, valorizando uma cidade com histórico marcante na cafeicultura desde o fim dos anos 1980 e década de 1990.
A força da cafeicultura em Mato Grosso
O setor vive um momento de forte expansão no território mato-grossense. Atualmente, o Estado conta com 29 municípios produtores e mais de 400 famílias dedicadas ao cultivo.
Nesta edição de estreia, produtores de 16 cidades diferentes inscreveram suas amostras, comprovando o alto potencial de crescimento e valorização do café local.
*Sob supervisão de Gene Lannes


