Prévia do PIB

Atividade econômica recua 1,1% em junho, mas fecha segundo trimestre no positivo

Sinais de desaceleração refletem o peso do crédito caro e do endividamento das famílias, enquanto o IBGE se prepara para divulgar o resultado oficial do período

Por Camila Almeida 17/08/2026 às 18:30 2 min de leitura

A atividade econômica do país deu sinais evidentes de cansaço na metade do ano. Pressionada por juros elevados, endividamento das famílias e turbulências no cenário internacional, a produção brasileira encolheu 1,1% na passagem de maio para junho, segundo dados do Monitor do PIB, divulgado nesta segunda-feira (17/8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Apesar do tombo no sexto mês, o impulso do consumo no início do ano garantiu um saldo positivo de 0,3% para o segundo trimestre, evitando um resultado negativo no acumulado do período.

Consumo e comércio exterior no 2º trimestre

O levantamento da FGV mostra o comportamento dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho:

  • Consumo das famílias: Avançou 2,6% na comparação com o primeiro trimestre, sustentando o resultado positivo do período.
  • Exportações: Registraram alta de 4,5%.
  • Importações: Cresceram 5,7% no mesmo intervalo.
  • Acumulado de 12 meses: A economia brasileira ostenta uma expansão de 1,8%.
  • PIB em dinheiro: A estimativa em valores correntes para o primeiro semestre alcançou R$ 6,557 trilhões.
  • Taxa de investimento: Ficou estimada em 18,5% no período.

O que está travando o crescimento do país

Especialistas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) apontam três fatores centrais para a perda de tração econômica. A taxa básica Selic segue em patamar elevado (14% ao ano, após corte recente de 0,25 ponto pelo Copom), o que encarece financiamentos e adia investimentos.

Endividamento das famílias também pesa na conta, além do aumento do preço do barril de petróleo encarece custos logísticos e pressiona a inflação global.

Próximos passos e projeções

Outro termômetro do mercado, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também confirmou a tendência de queda em junho, registrando recuo de 0,6%.

O IBGE divulga o dado oficial do Produto Interno Bruto do segundo trimestre no dia 1º de setembro. Para o encerramento de 2026, o mercado financeiro projeta alta de 1,98% no PIB, enquanto o Ministério da Fazenda estima um avanço de 2,3%.

Leia Também

Deixe seu comentário