Anvisa libera tratamento inovador para pacientes que rejeitam transplante de medula óssea
Indicado para adultos e jovens a partir de 40 kg, o anticorpo monoclonal beneficia pacientes que não responderam aos tratamentos convencionais

Pacientes que enfrentam uma das complicações mais graves e limitantes após o transplante de medula óssea passam a contar com uma nova alternativa de tratamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Niktimvo (axatilimabe), um medicamento de alta tecnologia desenvolvido para combater a reação em que as células do doador passam a atacar o corpo do paciente transplantado.
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Conhecida na medicina como uma complicação tardia do transplante de medula óssea, a condição costuma se manifestar cerca de 100 dias após o procedimento cirúrgico. O problema ocorre por uma falha de identificação do sistema imunológico:
- Ataque das células do doador: os linfócitos T (células de defesa) vindos da medula do doador não reconhecem o corpo do receptor e passam a atacar seus tecidos e órgãos.
- Impacto na saúde: a complicação causa severa perda na qualidade de vida, complicações crônicas e eleva o risco de mortalidade entre os transplantados.
Quem poderá utilizar o novo medicamento?
O Niktimvo é um anticorpo monoclonal projetado especificamente para atuar quando os tratamentos padronizados de primeira e segunda linha falham em conter a doença.
A Anvisa autorizou o uso do remédio em adultos e em pacientes pediátricos que tenham peso igual ou superior a 40 quilos, desde que já tenham passado por pelo menos duas tentativas anteriores de terapias sistêmicas sem obter resposta positiva.
*Sob supervisão de Gene Lannes


